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Mercadante quer comissão para o setor de tecnologia da informação e comunicação

Mais competitividade para o mercado de software. O governo federal está empenhado em promover ações que alavanquem as importações, o mercado interno e a formação de recursos humanos.

Para isso, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, deve criar uma comissão responsável por pensar em uma política de fomento ao setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), no mesmo formato da Comissão do Futuro. A proposta do ministro é impulsionar o setor que movimenta anualmente mais de US$ 80 bilhões e, com isso, representa 4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

No encontro com o presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), Antonio Gil, Mercadante disse que o primeiro passo para impulsionar o setor já foi dado com os investimentos da Foxconn na fabricação de tablets e smartphones. “Recentemente, tivemos a notícia, que mais uma empresa responsável por fabricação de memória de computador virá para o Brasil, com investimentos de mais de US$ 100 milhões. Essa comissão dará suporte a toda a cadeia produtiva. Entretanto, a ideia é uma preocupação especial com o mercado de software”, disse.

Outra proposta do ministro é a criação da Olimpíada da Tecnologia da Informação. “Precisamos despertar novos talentos”, enfatizou. Ele explicou ainda que na proposta da presidente da República de criação de 75 mil vagas de estudos no exterior em quatro anos está previsto também incentivos para capacitação em TI. “O projeto está em formatação pelo governo Federal e dentro de pouco tempo deve ser anunciado”, complementou.

Mercado – O mercado de software nacional é formado por mais de 1 milhão de profissionais. De acordo com o presidente da Brasscom, a meta do setor é atingir até 2020 um faturamento na ordem de US$ 200 bilhões. O mercado mundial, em 2010, registrou um faturamento de US$ 1,5 trilhão.

No ranking dos países em termos de faturamento, o Brasil ocupa a oitava colocação em se tratando de Tecnologias da Informação. Já em TICs, o País sobe uma posição e se classifica em sétimo lugar.

Fonte: Jornal da Ciência

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