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MCTI estuda apoiar na origem projetos com potencial empreendedor

O novo coordenador de Serviços Tecnológicos, Jorge Mario Campagnolo, aponta a possibilidade de um programa voltado ao financiamento de iniciativas na fase de pré-incubação.

O novo coordenador de Serviços Tecnológicos, da secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Jorge Mario Campagnolo, antecipou que estuda elaborar um programa voltado para o financiamento de novos projetos na fase de pré-incubação.

A novidade consistiria em aportar recursos na fase inicial, com o objetivo de aumentar a eficácia dos recursos aplicados nas incubadoras e evitar que boas iniciativas deixem de se transformar em empresas incubadas por falta de investimento, criando mecanismos de aceleração da inovação.

Ele avalia que as incubadoras e os parques tecnológicos são ferramentas importantes no combate à mortalidade de novas micro e pequenas empresas e que a aprovação do novo Código Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação pode oferecer a segurança necessária ao desenvolvimento do setor.

Engenheiro eletricista, formado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Campagnolo tem mestrado e doutorado na área de sistema de potência e especialização em computação de alto desempenho e conservação de energia. Nos últimos oito anos, atuou na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), no cargo de diretor de Projetos de Pesquisa, coordenando o processo de normatização dos projetos de incubadoras, absorvendo experiência no relacionamento entre academia e empresa.

Apoio à criatividade

Sobre o apoio a ideias já na origem, o processo de capacitação se concentraria nos núcleos de inovação tecnológica (NITs) das universidades. “Tem que apoiar as incubadoras, mas também não podemos esquecer de apoiar as ideias criativas”, diz Campagnolo. Segundo ele, a otimização de recursos públicos decorreria do amadurecimento dos projetos na fase de pré-incubação, pois investir em empresas já incubadas é mais custoso. “Inovação não significa necessariamente grandes investimentos. Uma boa ideia e poucos recursos podem resultar em um projeto genial com alto valor de mercado”, pondera.

O gestor afirma que as incubadoras de empresas e os parques tecnológicos têm papel importante no apoio ao empreendedorismo. “Sabidamente o Brasil é um país empreendedor. Entretanto, grande parcela das empresas morre no primeiro ano de funcionamento”, observa. “As incubadoras e os parques podem ser mais eficientes na redução desta mortalidade. O fortalecimento do Programa Nacional de Apoio às Incubadoras de Empresas e Parques Tecnológicos é fundamental”.

Instrumentos complementares

O coordenador avalia que o Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec) e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) devem atuar de forma complementar para diminuir o espaço entre pesquisa e desenvolvimento (P&D) e a aplicação do conhecimento nas empresas. O secretário adjunto da Setec, Adalberto Fazzio, também defendeu a ideia recentemente.

“O Sibratec é um instrumento que mostra resultados importantes para o desenvolvimento da inovação nas micro, pequenas e médias empresas. Ele possui grande potencial e deve ser fortalecido. Acredito que a Embrapii possa criar um ambiente flexível e ágil, necessário para a inovação”, explica Jorge Campagnolo.

A seu ver, o Código Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação poderá favorecer uma cultura de inovação nas empresas. “Associada a flexibilidade e agilidade, a segurança jurídica também é importante”, comenta.

Fonte: Ascom – MCTI

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