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Marco Civil e Lei Azeredo em debate

Os dois projetos de lei sobre internet brasileira mais discutidos dos últimos anos, o Marco Civil da Internet (que define os direitos dos usuários) e a Lei Azeredo (que trata do lado criminal da rede) devem ser discutidos e votados juntos no Congresso Nacional.

Quem diz é o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), político que foi o principal articulador para que o Marco Civil fosse apresentado para ser votado no Congresso na última quarta, 25, ao mesmo tempo em que era realizado um seminário para discutir pontos críticos do projeto de lei do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), em Brasília.

O texto final do Marco Civil passou pela aprovação da presidente Dilma Roussef. Agora, a ideia do governo é fazer com que os textos sejam discutidos juntos, porque grande parte dos direitos garantidos pelo Marco Civil podem inviabilizar excessos da legislação de crimes digitais.

Para uma série de manifestantes pró-liberdade da internet, a aprovação da Lei como ela está significa um perigo para o anonimato e para a privacidade na rede e cria um ambiente de vigilância.

“Agora, o eixo do debate é o Marco Civil. Muitas questões tratadas como criminais serão discutidas como direitos, no sentido de garantir a segurança dos cidadãos. O cidadão pode estar protegido antes de ser considerado criminoso”, disse Teixeira.

Após ser acusada pela Apple de ter copiado a ideia do iPad em seu tablet, o Galaxy, a Samsung jogou uma carta inesperada na mesa ao dizer que o conceito de tablet já havia surgido no filme 2001 – Uma Odisseia no Espaço (1968), de Stanley Kubrick.

Bolha das patentes pode ter acabado

Link definiu como uma Guerra Fria a batalha das grandes empresas por patentes. Agora, a bolha no valor dos registros de propriedade sobre tecnologias pode ter chegado ao fim.

Com a compra da Motorola pelo Google, que desembolsou US$ 12,5 bilhões, mas ganhou uma coleção de 17 mil patentes relacionadas à telefonia para dar forças à defesa de seu sistema operacional Android, sai de cena o principal comprador de patentes – o Google.

Com essa aquisição, o apetite da empresa por adquirir patentes, que estava elevando os preços, pode ter reduzido. A temperatura do mercado vai ser medida no início do mês que vem, no leilão da InterDigital.

Renato Cruz vai ao Vale do Silício

A partir do próximo domingo, o repórter do caderno Economia & Negócios do Estadão e blogueiro doLink Renato Cruz, inicia uma série de reportagens feitas em uma visita ao Vale do Silício, na Califórnia, onde ficam as principais empresas de tecnologia do mundo. “Vou explicar porque o Vale é uma região diferente das outras, que incentiva o empreendedorismo e deu origem a tantas empresas importantes deste setor”, diz o repórter. A série de matérias começa a ser publicada no próximo domingo, 4, no caderno Economia & Negócios.

A vida imita a arte

O terremoto que atingiu os EUA na semana passada concretizou uma teoria feita pelo quadrinista Randall Munroe, da tira XKCD.com. Ele explicava como tweets andam mais rápido do que as ondas sísmicas. E ironizava, no quadrinho, que as pessoas ficam sabendo da notícia do tremor via Twitter, preferindo dar RT a procurar abrigo. E foi exatamente isso que aconteceu na última terça, quando vários usuários do Twitter comentaram sobre o terremoto inicial antes que os tremores secundários chegassem às suas cidades.

MUNDO MÓVEL

Tim passa a Claro e é segunda maior
A Tim superou a Claro em mais de 600 mil acessos móveis em julho e assumiu a segunda colocação em telefonia móvel no País pela primeira vez desde setembro de 2008. A Tim, controlada pela Telecom Itália, teve, no mês passado, 56,8 milhões de acessos móveis, o que representa uma fatia de 25,78% no mercado brasileiro, enquanto a Claro, da mexicana América Móvil, aparecia com 25,51%, totalizando 56,2 milhões de linhas, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Em junho, ambas estavam tecnicamente empatadas, mas a Claro tinha ligeira vantagem sobre a concorrente.

Celulares para todos
Fabricantes de celulares estão lançando linhas mais baratas. “A Samsung quer expandir sua participação no mercado emergente com modelos em torno de US$ 200, já que, nesses mercados, a penetração dos smartphones é inferior à que existe nos mercados avançados,” disse uma porta-voz da empresa. Já a Nokia lançou celulares de US$ 30 para atender ao mercado jovem africano.

iPhone 4 mais barato na fábrica
Enquanto isso, os rumores do iPhone 4 mais barato ganham força com a divulgação, por fontes da Reuters, de que ele já estaria sendo fabricado. O aparelho, que deve custar até US$ 200, tem menos memória que a versão atual. São 8 GB (em chip fabricado por uma empresa sul-coreana), contra os 16 GB ou 32 GB do cartão que, hoje, é comprado da Toshiba ou da Samsung.

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo

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