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Mão de obra é desafio para Foxconn se instalar no país

Após anunciar o interesse na fabricação maciça de eletrônicos e telas de cristal líquido no Brasil –com investimentos de até US$ 12 bilhões–, a Foxconn precisará desenvolver estratégias para superar os obstáculos industriais existentes no país.

Os principais deles envolvem formação e custo de mão de obra, importação de componentes, câmbio e até organização da produção.

Um dos casos mais sensíveis é a gestão da cadeia produtiva dos componentes para os tablets, como o iPad.

Hoje, praticamente nenhum componente desses aparelhos é fabricado no país, e a Foxconn terá o desafio de criar uma organização logística eficiente para garantir remessas rápidas das peças da Ásia para o Brasil.

A situação é ainda mais delicada se a unidade brasileira for responsável pelas exportações dos aparelhos.

Segundo especialistas ouvidos pela Folha, até que a produção esteja ajustada, a maior probabilidade é que os equipamentos fabricados por aqui custem até 5% mais que os importados.

A definição sobre os tributos que vão recair sobre os produtos brasileiros, porém, parece estar próxima.

A base do governo no Congresso quer votar em maio mudanças sobre a tributação de tablets, colocando o assunto em emenda à MP 517, que já está na Câmara.

Essa emenda enquadra os tablets no mesmo grupo dos computadores e notebooks e prevê incentivos das leis do Bem e da Informática (como redução de 15% para 3% do IPI e isenção de PIS e Cofins).

Atualmente, o equipamento –um computador em forma de prancheta com tela sensível ao toque e internet– está na categoria de palmtops e por isso não recebe o tratamento fiscal diferenciado de computadores.

Segundo o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, a produção acontecerá em duas etapas.

Entre 2011 e 2013, começarão a ser produzidos componentes para celulares, notebooks, tablets e monitores de PCs. Na segunda etapa, virão as TVs de alta definição.

Fonte: Folha de SP

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