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Mais que obrigações e custos, LGPD vai fazer a diferença nas empresas

Custos com adequação e risco de multas são temas prevalentes quando o assunto é adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (13.709/18), mas incorporar a privacidade por design tem o condão de gerar ganhos, inclusive pela reducao de custos, mas talvez principalmente pela reputação.

“A LGPD impôs obrigações, isso gera custo para as empresas. Mas o resultados trazidos vão gerar ganhos. Uma pesquisa recente da Veritas mostra que o primeiro ganho é o aumento de confiança dos clientes, com 62% dos consumidores indicando que não comprariam de uma empresa que não protege dados, sendo que no Brasil é ainda maior, 69%”, destacou a advogada Mariana Blanes, gerente jurídica do Martinelli Advogados, ao debater o tema no CDemPauta desta terça, 14/10.

Ela lembra que uma atenção maior com as informações coletadas, tratadas e armazenadas também podem impactar favoravelmente os custos. “O armazenamento de dados, seja físico ou virtual, também representa custo. A partir do momento que você guarda apenas o essencial, que cria uma política de descarte, que coleta apenas os dados essenciais, além de diminuir o risco vai economizar no custo de armazenagem.”

“E lembrar que não é só uma multa que pode inviabilizar o negócio. Mas parceiros, fornecedores ou clientes não querem contratar de empresas que não se preocupam com isso. Portanto, é a própria sobrevivência e esse é um caminho sem volta. Quem não se preocupar com isso, no médio prazo vai estar fora”, lembra a advogada.

Como emenda o especialista em proteção de dados da Intelit Processos Inteligentes, José Pereira Junior “a reputação se torna um extra competitivo. No mercado internacional, principalmente em negócios de tecnologia, as empresas já exigem regras de proteção de dados. O próprio ingresso do Brasil na OCDE tinha na proteção de dados uma das exigências. Isso representa um desenvolvimento institucional para todo o país”.

Fonte: Convergência Digital

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