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Kassab prioriza Ciência e diz que dinheiro para Comunicações só virá da iniciativa privada

O ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, foi nesta terça-feira, 7/6, ao Senado Federal defender a incorporação do Ministério das Comunicações pela pasta de Ciência, Tecnologia e Inovação e sempre que foi perguntado sobre esse ponto específico sustentou que a medida responde a um clamor popular por menos ministérios.

Ele também reiterou que os recursos públicos serão preferencialmente destinados à parte de ciência, ficando as políticas de comunicações atreladas a eventuais incentivos para investimentos da iniciativa privada. Para o ministro, a junção das atribuições dá mais peso político ao novo Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

“Diante da aspiração nacional pelo número menor de ministérios, dificilmente o MCTI poderia deixar de abrigar algum parceiro e as Comunicações foi a principal parceira encontrada.  O MCTI não foi extinto, esta inteiramente preservado. Quem foi extinto foi o Ministério das Comunicações”, explicou Kassab.

Segundo ele, “não haverá nenhum prejuízo das questões orçamentárias, ao contrario, haverá fortalecimento”. Como afirmou, a busca por mais dinheiro será sua principal meta. “A questão dos recursos, a busca por mais recursos públicos, será a principal prioridade.”

Ele reconheceu, no entanto, que o quadro não é exatamente favorável. “Na questão de recursos, e a falta de recursos, vivemos dificuldades com a difícil conjuntura econômica. É uma área que depende basicamente de recursos públicos, os recursos privados são minoritários na pesquisa. Ao contrário das comunicações, ciência e tecnologia depende muito de recursos públicos.”

“Nas comunicações, os recursos públicos não têm o mesmo peso, as parcerias são a grande mola do desenvolvimento, o capital privado é preponderante. O Ministério das Comunicações precisa da parte do governo apenas que suas secretarias caminhem sem interferência, porque são questões rotineiras de governo, não precisa de recursos públicos, pela preponderância do capital privado”, conclui o ministro.

Fonte: Convergência Digital

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