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Kassab: Governo vai financiar ciência, banda larga é com o setor privado

Envolvido na transição de três ministérios, Gilberto Kassab deu sua primeira entrevista como titular da nova pasta de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações ainda em claro processo de adaptação ao posto que assumiu dois dias antes. Ainda assim, parece já ter definido premissas importantes: os recursos públicos serão principalmente voltados à C&T, enquanto a expansão da banda larga será promovida essencialmente pelo setor privado.

“Nos setores vinculados às comunicações, vamos nos esforçar para incentivar a vinda do maior volume possível de recursos da iniciativa privada, com incentivos trazendo segurança para que os investimentos aconteçam. Na pesquisa, na inovação, na tecnologia, a maior parte dos recursos virá do Tesouro. É assim em qualquer lugar”, afirmou o ministro ao participar, na quarta, 18/5, do programa Palavras Cruzadas, da TV Brasil.

Apesar da mudança de abordagem – o Ministério das Comunicações tinha acabado de lançar um novo programa de ampliação do uso da internet, mas totalmente sob recursos do Orçamento – o novo ministro sustenta que a meta continua. “Daremos prioridade muito grande à expansão do consumo da internet, em relação a facilidade de acesso, em relação a custo. Mas vamos precisar encontrar fontes de financiamento para essa expansão. As empresas são fundamentais, são o principal pilar para isso em qualquer país do mundo.”

Como explicou, além de estar começando a se familiarizar com a nova estrutura, Kassab também dedica-se à transição no Ministério das Cidades, que liderou por um ano e quatro meses, até meados de abril último. Até por isso, não adianta quem fica e quem sai. “Alguns companheiros que virão conosco trabalhar no ministério ainda estão nas Cidades”, disse.

O rearranjo foi defendido como uma sinalização de enxugamento da máquina pública, mas que ele entende positiva no campo político. “Todos os governos estaduais e prefeituras deveriam seguir esse modelo de enxugamento. Primeiro, para dar exemplo. Não é só corte de gastos, o que é até menos importante, porque não é tão expressivo. Mas a boa gestão acarreta a economia de recursos. E com mais peso político. É um ministério que se tornou mais pesado, com melhor repercussão na opinião pública e junto aos meios de comunicação.”

O enxugamento, segundo indicou, começa pela redução de secretarias. “Eram, juntas, sete secretarias. Teremos cinco”, afirmou. Além da redução “pela metade” da estrutura do gabinete, também será uma única consultoria jurídica e uma assessoria parlamentar. A dúvida é nas áreas temáticas. No (agora extinto) Minicom ficaram duas após a reestruturação de abril último: telecomunicações e radiodifusão. No MCTI, apesar da muita especulação, ainda há quatro: programas de P&D, inclusão social, desenvolvimento tecnológico e políticas de informática.

O novo ministro não detalhou, mas devem vir fusões entre elas. Segundo Kassab, o momento é de “definição da consolidação do papel das novas secretarias, potencializar e enxugar ao máximo recursos humanos e administrativos, com a aproximação de secretarias em alguns casos”. Também indicou que algumas atribuições podem ser transferidas para a Anatel. Como sublinhou na entrevista, “a meta é reduzir ao máximo” e “o problema de recursos é muito sério”.

Fonte: Convergência Digital

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