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Itaipu tem novo diretor paraguaio, que quer acabar com venda de energia ao Brasil

Franklin Rafael Boccia Romañach afirma que país tem que utilizar toda a cota da usina a que tem direito

O novo governo do Paraguai, liderado desde a última sexta-feira (22/6) pelo ex-vice presidente Frederico Franco, que assumiu após o impeachment relâmpago de Fernando Lugo, trocou o comando da hidrelétrica de Itaipu. O diretor paraguaio da usina, Efraín Enríquez Gamón, foi substituído por Franklin Rafael Boccia Romañach, que estreou com um discurso que deve levantar polêmica, ao menos no Brasil.

“Não mais à venda de energia elétrica, ainda que nos traga dinheiro. Utilização plena de nossa energia no Paraguai, gerando indústria, postos de trabalho; energia elétrica para todos os níveis e todos os setores. Para os amigos empresários, para os amigos do agronegócio, para os veículos elétricos, para o campesino”, declarou.

O executivo recém-empossado disse que focará na conclusão da nova linha de transmissão de 500kV, que está sendo construída para levar mais energia da usina ao Paraguai, e nos projetos de energia alternativa. Segundo ele, há instruções do novo presidente para que se desenvolva a geração eólica e solar no país.

“Itaipu, como aqui se assinalou, é a grande obra pública do Paraguai, a empresa líder, como se qualificou. Mas é muito mais. É a esperança, porque permitirá um maior desenvolvimento para os milhares de paraguaios que se sentem – e com todo direito – pobres”, bradou Romañach.

Até o momento, o Brasil não tem dado respaldo ao novo governo paraguaio. O embaixador do País em Assunção, Eduardo dos Santos, retornou a Brasília para falar sobre a situação e permanecerá em terras brasileiras por tempo indeterminado.

A União de Nações Sul-Americanas (Unasul), que reúne chefes de Estado da região, também não tem dado apoio à mudança no país e marcou para quarta-feira (27/6) uma reunião para discutir a crise política.

Fonte: Jornal da Energia

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