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Investimento das teles está muito aquém do necessário, diz Paulo Bernardo

Para o ministro Paulo Bernardo, a melhoria do serviço de telefonia e de banda larga assim como do atendimento dos call centers passa pela ampliação dos investimenos das teles no Brasil. O problema, na avaliação do ministro, é que o investimento anual das empresas está abaixo do necessário. “O setor investe R$ 17 bilhões por ano, o que na nossa avaliação está muito aquém do que precisamos. Precisamos de R$ 24 bilhões, R$ 25 bilhões”, disse ele durante audiência pública conjunta das Comissões de Direito do Consumidor e da Comissão da Amazonia, Integração Nacional e Desenvolvimetno Regonal realizada nesta quarta, 30.

O decreto de desoneração tributária para a construção ou modernização das redes de banda larga se insere neste contexto. Vale destacar, entretanto, que embora a Medida Provisória já tenha sido aprovada pelo Congresso, o Ministério das Comunicações precisa soltar uma portaria que irá regulamentar a medida.

O ministro mencionou ainda a inauguração na próxima sexta, 1º, das obras para a construção de um backbone de fibra ótica da Oi no estado do Amapá, iniciativa que ajudará a preencher o défict de infraestrutura da Região Norte. Além disso, segundo o ministro, nas próximas duas semanas a Telebras assinará contratos para levar o seu backbone a Rondônia e ao Amapá. Até agosto será concluído um anel da Telebras que sai de Brasília e vai até Salvador, passando por alguns estados do Norte. Bernardo mencionou também o linhão de energia (que também levará fibra ótica) de Tucuruí, que interligará Tucuruí-Macapá-Manaus.

O vice-presidente de planejamento executivo da Oi, João de Deus, informou que para este ano a empresa está aumentando em 70% o investimento em telefonia móvel e em 100% na infraestrutura como um todo, em relação ao ano passado.

A audiência, que durou cinco horas, foi marcada por discursos inflamados de alguns dos 20 deputados que se inscreveram para falar. Muitos deles acusaram a Anatel de conivência com as empresas as quais deveriam ser reguladas pela agência. O deputado Ivan Valente (PSOL/SP), para quem a Anatel tem uma relação “promíscua”, cobrou transparência nas decisões do Minicom e da Anatel. “O governo poderia comandar o processo de outra forma. Se houve expansão, houve expansão desordenada, com serviço ruirm e tarifa cara. Essa é a razão de uma audiência tão concorrida. Não adianta falar que precisa de mais investimento, isso nós todos sabemos, precisa de mais transparência no processo”.

Fonte: Teletime

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