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Internet está por trás das principais inovações

 Disponível ao público brasileiro há duas décadas, a internet entrou devagarinho na vida das pessoas, mas nos últimos anos ficou claro não só que ficou impossível viver sem essa infraestrutura de comunicação, como o fato de que a web está mudando a maneira de fazer qualquer coisa, mesmo as mais corriqueiras. Prova disso é que todas as dez tendências tecnológicas indicadas pelo Valor para 2013 estão relacionadas à internet, com diferentes graus de dependência.

A quarta geração de telefonia móvel (4G) será usada essencialmente para o tráfego de dados, ao menos no início, dando ao usuário um acesso mais veloz à web por meio de seu celular. As telas desses aparelhos tendem a ser cada vez maiores, para facilitar a navegação e a exibição de vídeos, ao contrário dos tablets, que estão encolhendo. Os televisores, que há poucos anos perderam a posição de destaque na sala de estar, voltam com força e reconquistam os consumidores. Conectados à web e com vários aplicativos, são apoiados por telas gigantes, de até 84 polegadas, que dominam o ambiente e garantem um ar de cinema, com recursos tridimensionais (3D). Com uma tela maior, sobra espaço para assistir à novela e acessar o Facebook ao mesmo tempo.

Um efeito colateral de ter tudo ao mesmo tempo é o Big Data. Com informações vindas de todos os lados, e acessíveis por diferentes meios, as pessoas têm de aprender a extrair o que realmente é útil dos grandes bancos de dados disponíveis na web. A nuvem – pelo qual aplicativos e informações ficam disponíveis na rede – tem sido considerada o melhor caminho, em termos de custo e facilidade de uso, para não se perder nesse emaranhado de dados.

O intervalo de lançamento de produtos está cada vez menor, o que impõe desafios crescentes às equipes de desenvolvimento nas empresas e maior disciplina ao consumidor. Celulares novos chegam às prateleiras a cada três meses e a TV mais moderna do mercado fica ultrapassada em cerca de um ano.

Até recentemente, entender quais eram essas novidades exigia, praticamente, um curso de especialização em tecnologia. Mas isso vem mudando. A tecnologia por si só deixou de ser o grande diferencial; o importante é o que a pessoa pode fazer com ela.

“Em 2013, tudo estará mais voltado ao consumidor, à facilidade de uso”, diz Pablo Vidal, diretor de marketing da LG. Recursos como 3D e acesso à internet por meio de televisores, a chamada SmarTV, incorporados aos aparelhos nos últimos três anos, ainda são pouco usados por quem compra uma TV nova. Agora, os fabricantes estão concentrados em divulgar essas aplicações aos consumidores.

Um exemplo disso é a carteira digital. A tecnologia, que vem sendo prometida há anos, pode se tornar realidade em 2013 com a concretização de diversas iniciativas e a incorporação do sistema NFC em boa parte dos smartphones e máquinas de cartão de crédito ao redor do mundo. Com o NFC basta aproximar o celular de uma máquina leitora de cartão magnético para efetuar um pagamento.

A mudança de postura dos fabricantes em relação à forma de vender novas tecnologias ficou clara durante 2012. No lançamento do smartphone Galaxy SIII, em maio, a coreana Samsung dedicou a maior parte da apresentação para mostrar como os recursos do telefone poderiam melhorar o dia a dia dos consumidores. Um dos exemplos é a função que mantém a tela acesa enquanto os olhos estiverem voltados para ela, evitando o desconforto de ter de tocá-la várias vezes para que ela não se apague. A campanha de marketing deixou bem claro esse conceito: desenhado para humanos.

Boa parte da mudança de postura do setor em busca de tecnologias mais amigáveis ocorreu por conta da Apple e da constante preocupação de seu cofundador – Steve Jobs, morto em 2011 – em busca de interação mais intuitiva entre homem e máquina.

Em 2012, das dez tecnologias indicadas como tendências pelo Valor, sete deslancharam: controle de aparelhos por voz ou movimentos do corpo, 4G, Wi-Fi, nuvem, smarTV, aplicativos e a linguagem de internet HTML 5. O pagamento móvel, também indicado, deu passos mais concretos e retorna à lista deste ano como base para a carteira digital. Apostava-se muito no sistema Windows 8, da Microsoft, e nos ultrabooks – computadores finos e leves – como os salvadores do computador pessoal. Ambos tiveram impacto no setor, mas os efeitos até agora são limitados na briga com os smartphones e tablets na preferência do consumidor.

Fonte: Valor Econômico

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