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INT pontua desafios para as EPDIs durante o Congresso Abipti 2012

O diretor do Instituto Nacional de Tecnologia (INT), Domingos Manfredi Naveiro, listou os principais desafios para as entidades de pesquisa, desenvolvimento e inovação (EPDIs) brasileiras. De acordo com ele, essas instituições precisam melhorar o trabalho em rede e adotar uma gestão com foco em resultados.

“Nós temos que fazer uma análise muito clara do que é rede e como atuar em rede, para o somatório das nossas ações alcançar resultados expressivos”, afirmou. A avaliação foi apresentada durante a mesa redonda “as redes de institutos de pesquisa tecnológica e a promoção das atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação nas empresas”, promovida dentro da programação do Congresso Abipti 2012, de 14 a 16 de agosto, em Brasília (DF).

Para defender a sua opinião, ele apresentou experiências do próprio INT. Recentemente, o instituto teve o “doce problema” de manter quatro projetos na área de nanotecnologia, com infraestrutura laboratorial de ponta. De acordo com Naveiro, embora dentro da mesma instituição, essas iniciativas não mantinham um fluxo produtivo de diálogo e as equipes pouco compartilhavam os equipamentos.

“É um esforço muito grande falar para o pesquisador o que ele deve fazer, mas isso tem que ser feito. É preciso quebrar essa cultura. Nós temos que tirar esse autocentro e atender as demandas reais da sociedade que nos mantém e dentro dessa perspectiva, nós percebemos a importância de uma gestão”, disse.

Nesse cenário, o diretor do INT também destacou a questão dos recursos humanos. Na opinião do especialista, com um trabalho em rede bem articulado é possível produzir mais com os pesquisadores disponíveis. “O país vive um apagão de engenheiros. Se as EPDIs contratarem um número elevado de profissionais, vai faltar mão de obra qualificada na indústria”, alertou.

Uma iniciativa exitosa de trabalho em rede apontada por Naveiro foi o Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec), complementado pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). Na opinião dele, cada um desses projetos atua num determinado segmento do processo de inovação, o que justifica a criação da Embrapii.

“Estamos fortemente trabalhando para colocar as redes para funcionar, mas temos muitos desafios a romper. É muito complicado colocar um projeto para rodar neste país. Cada vez que fazemos alguma coisa, 50% do tempo são alocados em gerenciamento e produção de relatórios”, criticou.

Para sanar essas deficiências, Naveiro sugeriu a observação de modelos de sucesso, como a Sociedade Fraunhofer, líder mundial na promoção da inovação e maior organização de pesquisa aplicada da Europa. Entretanto, ele lembrou que o Brasil já tem uma receita, basta segui-la. “Nós sabemos o que temos que fazer. Precisamos dar continuidade aos programas. Não tem cabimento fazermos uma administração por soluço”, ressaltou.

Fonte: Agência Gestão C&T

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