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Inovação tecnológica projeta automoção bancária nacional

País ocupa hoje a quarta posição no ranking mundial de investimentos no setor, totalizando US$ 9 bilhões, segundo pesquisa divulgada pela Febraban no ano passado.

O investimento maciço em inovações tecnológicas nas últimas décadas – devido ao acirramento da concorrência entre os bancos – além de agilizar transações financeiras e o acesso a produtos e serviços pela população, colocou o Brasil no primeiro time da automação bancária mundial.

Pesquisa da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), divulgada no ano passado, aponta que o Brasil ocupa hoje a 4ª posição no ranking mundial de investimentos do setor, somando R$ 9 bilhões, atrás do líder, Estados Unidos, com US$ 94,2 bilhões; Alemanha, França e Reino Unido, na segunda colocação, com US$ 44,3 bilhões, e o Japão, que investiu US$ 36 bilhões.

 “A Tecnologia da Informação deu uma contribuição espetacular à organização financeira do país”, ressaltou o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, na cerimônia de posse dos novos secretários da pasta, em maio deste ano, ao falar da excelência do setor. “Surgiu dessa iniciativa das organizações bancárias de desenvolver toda uma estruturação e serviço que é singular no mundo”, comentou.

A excelência da automação bancária brasileira, juntamente com a indústria aeronáutica e petrolífera e o agronegócio, mostra a capacidade do país de enfrentar desafios e promover inovação. Atualmente os produtos brasileiros desenvolvidos no país pelo setor são exportados para mais de 20 países, com destaque para mercados como: Portugal, EUA, Espanha, Venezuela, Argentina e Índia.

Na avaliação do coordenador de Tecnologia da Informação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Adalberto Barbosa, o avanço deste segmento, nas últimas décadas, pode ser explicado pelas características próprias do setor, diante do seu poder de compra e da busca de soluções para atender à crescente demanda dos correntistas. “Às vezes o usuário não percebe isso, mas existe toda uma retaguarda por trás para dar apoio ao cliente”, acrescenta.

Competência – “Recentemente o Brasil vendeu 900 terminais de caixas eletrônicos para a Índia, iniciando parceria com empresas produtoras locais”, exemplifica Barbosa. “É um exemplo vivo da nossa competência e maturidade. Hoje a necessidade dos bancos pode ser suprida com tecnologia nacional (projeto, concepção, estrutura e mecânica), dependemos apenas dos componentes”, destaca Barbosa.

Para o coordenador do MCTI, a ação governamental também foi estratégica para a evolução da automação bancária. Ele conta que a informatização dos bancos ganhou uma base forte a partir da década de 80, com a política interna adotada no Brasil de reservar mercado para as empresas com capital nacional. “Os bancos tiveram de ter uma solução própria e começaram a participar de empresas, criar suas próprias empresas ou um ecossistema para ter o controle do desenvolvimento dessas soluções no país”.

Na avaliação de especialistas da Sepin, o atual patamar foi alcançado, essencialmente, com base em equipamentos produzidos no país (o que o nivela a países como os EUA, Alemanha ou Japão e o posiciona a frente de grande parte da União Europeia e dos demais países da América do Sul).

Histórico – No final da década de 80, quando surgiram os primeiros caixas eletrônicos, os bancos começaram a desenvolver softwares para as soluções dos seus problemas. Entre as novidades em teste no mercado, atualmente, estão as dispensadoras de cédulas capazes de receber moedas, cheques e calcular o valor depositado, além de um teclado bloqueador de metais como dispositivo de segurança.

Nos anos 90, houve a liberação do mercado aliada à mudança de instrumento de apoio à indústria nacional: da reserva de mercado para o incentivo federal. Com a criação da Lei de Informática, ainda vigente, as empresas passaram a ser obrigadas a destinar 5% do faturamento para pesquisa e desenvolvimento para poder usufruir de benefícios fiscais. “Manteve-se a estrutura industrial das empresas no país, dificultou-se a competição com o importado e estimulou-se a continuidade dos investimentos e o surgimento das inovações tecnológicas”, lembra o coordenador da Sepin.

Atualmente, o mercado é atendido tanto por fabricantes nacionais (Perto e Itautec) como mundiais (Diebold-Procomp e NCR: norte-americanas; Wincor-Nixdorf: alemã). Itautec, Perto e Wicorr-Nixdorf produzem no país com incentivos da Lei de Informática, os outros dois produzem no polo industrial de Manaus (incentivados por meio da Lei 8387, de 1991).

Fonte: Ascom do MCTI

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