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Inovação aberta é discutida em São Luís

Na tarde desta segunda-feira (23), durante a 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), foi realizada a mesa-redonda ‘Open Innovation INPI e CNPq’, sob coordenação do presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Almeida Guimarães.

O presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva, falou sobre os grandes avanços da ciência brasileira nas últimas décadas, o aumento da produção científica, formação de mais doutores, aumento do orçamento para educação, ciência e tecnologia. Por outro lado, Oliva apresentou dados que representam as dificuldades que emperram o desenvolvimento dessas áreas e, consequentemente, do País, como déficit na balança comercial nos setores da indústria de alta e média intensidade tecnológica, baixo número de patentes registradas em organismos internacionais, entre outros.

“Por isso temos que combater a pobreza. Não somente resolver o problema da fome, mas temos que inovar para que o conhecimento gere empregos, gere possibilidades de uma vida melhor”, disse o presidente do CNPq.

Oliva elencou os principais desafios, como gerar recursos humanos qualificados para inovação nas empresas, atrair talentos para a ciência e melhorar a qualidade da educação básica. Glaucius Oliva também falou sobre novidades na Plataforma Lattes e sobre novos critérios gerais para avaliação de projetos apoiados pelo CNPq, como mérito científico, relevância, originalidade e inserção internacional.

O presidente do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), Jorge Ávila, disse que o maior desafio para que exista inovação aberta no País é aumentar a participação do setor privado. “Devemos oferecer um ambiente adequado à proteção da propriedade industrial”, afirmou. Ávila falou que o brasileiro ainda não sabe fazer patente incremental, que é agregar valor a patentes já existentes, sendo esta uma área que ainda pode ser bem explorada. “Não precisamos reinventar a roda, perder tempo pesquisando o que já foi pesquisado, mas podemos melhor o produto, agregar valor, criar novo segmento de mercado”.

Jorge Guimarães ressaltou que as leis atuais são restritivas, o que prejudica, por exemplo, a área com maior potencial para gerar patentes, a biotecnologia. “Esta é a área mais promissora para patentes, mas estamos de mãos atadas”, concluiu. O presidente da Capes defendeu que é necessário que os marcos regulatórios sejam refeitos para permitir evolução na proteção de conhecimentos novos gerados, o que estimulará um investimento maior do setor privado na pesquisa e inovação.

Fonte: Ascom – Capes

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