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Infraestrutura de dados da Copa pode atrasar

O Ministério das Comunicações vai cobrar da Fifa uma escolha mais rápida da lista de locais de hospedagem e treinamento aptos a receber as seleções que irão disputar a Copa do Mundo de 2014. De acordo com o ministro Paulo Bernardo, a indefinição em relação a alguns pontos da organização do torneio, incluindo a própria cidade que sediará o jogo de abertura do mundial, pode atrasar o planejamento das obras de infraestrutura de telecomunicações que o governo prometeu entregar até o início do campeonato.

“Eu e outros representantes do governo vamos reiterar que precisamos ter uma maior definição da Fifa sobre esses pontos chaves”, disse Bernardo à Agência Estado. “São 145 locais pré-selecionados, mas a lista ainda precisa ser fechada, o que estamos acompanhando”, acrescentou.

A cobrança deverá ser feita no próximo fim de semana no Rio de Janeiro, onde ocorrerá o sorteio preliminar que definirá os grupos e confrontos das eliminatórias de cada continente. Segundo Bernardo, a pressa na definição das necessidades de expansão das redes de dados também decorre do comprometimento do ministério em apresentar à Casa Civil um plano de investimentos também mais detalhado.

A Telebrás será a responsável pela construção de toda a infraestrutura necessária para atender ao Mundial e,
para isso, o orçamento da estatal de telecomunicações prevê investimentos de R$ 200 milhões até 2014. “Na Copa do Mundo precisamos ter tudo funcionando não só nos hotéis e nos estádios, mas também nas cidades que participarão do campeonato”, afirmou o ministro.

Além de links ópticos redundantes para a transmissão das partidas sem riscos de interrupção do sinal nos 12 estádios, será necessária a implantação de infraestrutura de suporte nos outros locais ligados ao evento, como escritórios da Fifa, hotéis credenciados, campos de treinamento. “O fato de o Centro de Mídia já ter sido escolhido, e ser feito no Rio de Janeiro, facilitou essa tarefa”, avaliou Bernardo, lembrando que o legado na cidade deve ser utilizado também nos Jogos Olímpicos de 2016.

Parte do que for instalado pela Telebrás, porém, deverá ser desmontada após a competição, já que os estádios não utilizarão toda a escala de capacidade de transmissão após o evento. “Parte da estrutura poderá inclusive ser levada para atender a outros locais, após a Copa”, completou Bernardo.

Ainda assim, a maior parte da estrutura montada para o Mundial ficará como legado para as cidades sede. A oferta de conexão de internet ultrarrápida, entre 50 megabits por segundo (Mbps) e 100 Mbps, por exemplo, será obrigatória nesses municípios. Da mesma forma, acrescentou Bernardo, os celulares de 4ª geração – cujo leilão está marcado para abril de 2012 – devem ser uma realidade já em 2013, ao menos nas cinco cidades que sediarão a Copa das Confederações.

O ministro acredita que não vão faltar operadoras privadas interessadas em utilizar a infraestrutura que a Telebrás deve construir até 2014, mesmo nas cidades menores e sem tanta tradição no futebol que também sediarão o Mundial. “É claro que em Cuiabá e em Manaus, por exemplo, também vai haver mercado”, concluiu.

Fonte: Agência Estado

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