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Indústria de software fatura mais de US$ 18,5 bi em 2010

A indústria brasileira de software e serviços movimentou mais de US$ 18,5 bilhões no ano passado, de acordo com dados preliminares da Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes), os quais apontam que o mercado teve expansão superior a 20% na comparação com 2009, quando totalizou US$ 15,3 bilhões.

Segundo o presidente da Abes, Gerson Schmitt, o mercado deve se manter aquecido e ultrapassar a casa dos 20% neste ano. “No ano passado, a indústria deve ter crescido mais de 20%, mas menos de 30%. Para este ano, acredito que o aumento será de 25% a 30%. A demanda está em plena expansão e o momento econômico do país é muito bom”, diz ele, ao ressaltar que os dados não estão totalmente fechados.

Apesar de comemorar o crescimento, o executivo salienta que não há no país uma geração de riqueza para o setor de tecnologia e para que esse cenário seja alterado é necessário reduzir o chamado custo Brasil e investir na capacitação dos profissionais de TI, além de que haja uma definição do posicionamento do governo, que ao mesmo tempo é cliente e concorrente das empresas de TI.

Schmitt afirma que a proposta conjunta da Brasscom, Abes, Softex, Assespro, Fenainfo e Sucesu sobre um plano de ações para suprir as necessidades do setor não recebeu atenção do governo, que nada fez em relação às reivindicações das entidades. Entre as propostas feitas ao governo, o presidente da Abes cita a redução dos encargos que incidem sobre salários, mudando a base de tributação em folha das empresas do setor para um percentual do faturamento. A proposta é que haja uma desoneração sobre a folha [de encargos como o salário educação, Sistema S e seguro acidente do trabalho, entre outros], excluindo os 8% do FGTS, de 20% para uma alíquota entre 2% a 4%.

“O setor está unido e com o mesmo discurso, enquanto que o governo não tem tanta união e usa retóricas distintas”, analisa o executivo, ressaltando que houve diversas reuniões entre as entidades e diversos ministérios e, mesmo assim, a proposta não ganhou força no governo Lula.

Schmitt adianta que as seis entidades farão uma pequena reformulação na proposta e tentarão uma nova investida junto aos ministérios do governo Dilma Roussef. A expectativa de Schmitt é que haja uma postura mais positiva em relação às reivindicações das entidades.

O dirigente critica ainda o atual modelo de contratação serviços de TI do governo, que dá preferência ao Serpro no que se refere a compra de “serviços estratégicos”. Ele diz que isso deve afetar a receita da indústria do setor. “Isso pode representar a volta da reserva de mercado”, menciona.

Fonte: TI Inside

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