+55 (61) 9 7400-2446

Notícias

Incubadora apoia novas iniciativas

Além de instrumentos de apoio à inovação incremental nos pequenos negócios, o Brasil avança muito na criação e fomento de empresas de base tecnológica. Incubadoras tradicionais como o Midi Tecnológico, em Florianópolis (SC), estão lotadas. A instituição já graduou 58 empresas e apoia atualmente outras 22. Para poder incluir mais negócios, teve de criar o sistema de incubação virtual. “Nesse caso, a companhia recebe todo o nosso apoio para o desenvolvimento do negócio, mas não se instala em nossa infraestrutura”, explica Jamile Sabatini Marques, coordenadora do Midi.

Construir um negócio com apoio de uma incubadora foi fundamental para Fernando Peixoto, CEO da Pixeon, empresa especializada no desenvolvimento de soluções em diagnóstico médico por imagem digital. Incubada no Midi, em 2003, nasceu com o objetivo de se tornar uma empresa de tecnologia 100% brasileira e com olhos bem abertos para o mercado internacional. “Hoje, nossas soluções já atenderam 8 milhões de pacientes e temos mais de 800 equipamentos em 150 bases no Brasil e na Argentina”, afirma Peixoto.

No Midi, a Pixeon encontrou o ambiente ideal para seu desenvolvimento, além de assessoria e apoio para enfrentar um mercado dominado por grandes competidores internacionais. “Tínhamos como concorrentes companhias do porte da Kodak e Siemens”, destaca. O primeiro aporte recebido foi de R$ 3 milhões em recursos não reembolsáveis da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Segundo Peixoto, a sua formação como empresário está entre as principais vantagens da incubação. “Sou engenheiro e percebi que ser empreendedor é algo muito diferente. Não estava preparado. É fundamental buscar essa capacitação”, ressalta. Agora graduada, a Pixeon comemora conquistas. No ano passado, realizou 10 milhões de exames e carrega a façanha de ser a primeira empresa de tecnologia digital na área da saúde a receber aportes da Intel Capital na América Latina.

Outra empresa que destaca os benefícios de começar em uma incubadora é a Marithimu’s, que trabalha com frutos do mar em conserva. A trajetória dos três recém-formados em biologia teve início, em 2008, na pré-incubadora da Universidade da Região de Joinville (Univille). A ideia inicial era atuar na cadeia produtiva de moluscos, com a produção de larvas. “Logo percebemos que a ideia estava fadada ao fracasso, já que a universidade fornecia, de graça, as larvas aos produtores”, explica Marcelo Wippel.

Ao pensar sobre as deficiências desta cadeia produtiva, os sócios perceberam que a oportunidade de negócio estava no final dela – onde sobravam frutos do mar, que iam para o lixo. “Juntamos R$ 50 de cada sócio e criamos uma empresa para vender ostras defumadas”, diz. O maior entrave estava na falta de hábito de consumo de moluscos em conserva. “Ao longo da incubação, tivemos parceiros importantes para nos orientar em todas as etapas, além de recursos da Finep para avançar”, conta Wippel.

Mas o grande salto da empresa aconteceu quando perceberam que o produto não tinha maior aceitação por causa da embalagem. “Em uma degustação o cliente disse: Nem parecia que era gostoso desse jeito.” Então, a Marithimu’s apostou no programa de designer de embalagens do Sebraetec para mudar a cara de seus produtos. “As vendas cresceram 60% imediatamente. Nos meses seguintes observamos aumento de 20% na base de clientes”, afirma Wippel.

Fonte: Valor

Próximos Eventos