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Huawei defende Parceria público privada para levar Internet à Amazônia

Investimentos em conectividade na Região Norte têm o condão de quebrar o círculo vicioso de falta de serviços por baixo poder de compra e garantir o efetivo desenvolvimento sustentável da Amazônia. Foi o que defenderam os participantes do debate online sobre o programa para levar conectividade à Amazônia, realizado nesta sexta, 14/8.

“Não existe desenvolvimento sustentável para a Amazônia sem conectividade. Vários estudos mostram que a cada 10% de penetração da banda larga implica em 1,38% de crescimento do PIB. Então pensar em uma região que quer ser sustentável do ponto de vista ambiental e econômico exige pensar em conectividade”, pontuou o diretor de soluções integradas da Huawei Brasil, Carlos Roseiro.

A empresa é fornecedora de 10 mil km de fibras ópticas instaladas na região, conectando cerca de 900 mil domicílios. Um programa tocado em parceria entre o poder público e o setor privado tem mais chances de romper aquele circulo vicioso, insistiu o diretor da Huawei.

“Algumas regiões entram às vezes em espirais negativas, em que há pouco poder de compra, e portanto acontece pouco investimento, o que resulta em pouco crescimento e em pouco poder de compra. Isso tem que ser rompido. E a forma de romper pode ser via governo, via empresas privadas, mas as parcerias público privadas têm mais força para transformar o negativo em virtuoso.”

A ideia de conectar as cidades da região Norte chega para se somar ao programa governamental Amazônia Integrada e Sustentável (PAIS), que inclui o lançamento de fibras ópticas pelo leito dos rios, além do uso de tecnologias de comunicação móvel e via satélite. No todo é um programa que beira os R$ 2 bilhões, mas que pode ganhar um novo impulso com recursos que sobraram da digitalização da TV.

“O saldo de recursos do Gired, que foi responsável pela digitalização da TV analógica, está em aproximadamente, em valores atualizados, em R$ 1,4 bilhão e representa uma fonte de recursos substanciosa para esse projeto. Inclusive a existência desse saldo já foi levada pelo presidente da agência ao conhecimento do vice presidente da República, Hamilton Mourão, que precise o conselho da Amazônia, e do ministro das comunicações, Fabio Faria”, apontou durante o debate o vice-presidente da Anatel, Emmanoel Campelo.

Fonte: Convergência Digital

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