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Governo rebate crítica e cobra participação privada na tecnologia

O Ministério da Ciência e Tecnologia rebateu nesta terça-feira (20) manifesto de empresários brasileiros que criticaram o corte realizado pelo governo federal no orçamento da pasta neste ano.

“Os repetidos cortes e contingenciamentos de recursos (…) são incompatíveis com os recentes compromissos do governo para manter o status conquistado pelo Brasil”, afirma o texto, assinado por entidades como a CNI (Confederação Nacional da Indústria) e a Academia Brasileira de Ciências.

Em comunicado publicado hoje na imprensa, o empresariado lamenta o corte de R$ 1,5 bilhão no orçamento da pasta –o que corresponde a 23% do total.

No entanto, o ministro Marco Antônio Raupp e seu antecessor, Aloizio Mercadante, apontaram a falta de investimento do próprio setor privado na inovação no desenvolvimento de tecnologia nacional.

Os ministros cobraram “determinação empresarial” com a inovação. “Historicamente, o empresariado brasileiro teve uma atitude passiva”, afirmou Mercadante.

Segundo Raupp, a intenção é que até 2014 o país invista 1,8% do PIB em inovação –desse total, o setor privado seria responsável por 0,9%.

Hoje, o governo federal destina 0,61% do PIB para a área, enquanto o setor privado responde por 0,55%. “Elas [empresas] precisam ser mais protagonistas, investir mais”, cobrou Raupp.

Os ministros alegam ainda que o manifesto dos empresários desconsiderou outros recursos destinados à inovação, como os R$ 6 bilhões do Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), órgão do governo federal que fomenta a inovação.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo

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