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Governo investe em base produtiva e tecnológica

Uma parceria entre Ministério da Saúde e Fundação Ataulfo de Paiva (FAP), laboratório público produtor de vacinas, ampliará em seis vezes a produção nacional da vacina BCG contra a tuberculose nos próximos anos. O acordo prevê investimentos de R$ 52 milhões em uma nova planta industrial em Xerém, no Rio de Janeiro, com capacidade para produzir 60 milhões de doses por ano – atualmente são 10 milhões – dos quais 60% serão destinados ao mercado internacional. Do total de recursos, a pasta bancará R$ 20 milhões, o BNDES, R$ 6 milhões, e a FAP, R$ 26 milhões.

A expectativa é que, no final de 2013, seja produzido o primeiro lote da vacina na nova planta industrial. O reforço na produção nacional da vacina contra a tuberculose é apenas uma das ações do Programa de Investimentos no Complexo Industrial da Saúde (Procis), lançado no ano passado pelo governo federal com o objetivo de aumentar a base produtiva e tecnológica no Brasil e garantir a fabricação nacional de medicamentos e vacinas considerados estratégicos para atender o Sistema Único de Saúde (SUS).

“A tecnologia tornou-se uma questão de saúde pública. A política tecnológica de inovação cresce em importância na área de saúde pela percepção de que sem conhecimento e capacidade tecnológica não existe um sistema de saúde universal”, avalia o secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha.

Para aparelhar os 21 laboratórios oficiais, como são conhecidas as unidades produtivas do governo, o Procis prevê investimentos de R$ 2 bilhões até 2014, sendo R$ 1 bilhão do governo federal e a outra metade em contrapartidas de governo estaduais para a produção nacional de vacinas, medicamentos e equipamentos. O montante quadriplica o investimento total do governo entre 2000 e 2011, de R$ 512 milhões. Apenas em 2012 o Ministério da Saúde prevê desembolsar R$ 250 milhões, valor cinco vezes maior do que a média anual de investimentos nos últimos 12 anos.

Gadelha explica que aparelhar os laboratórios públicos e buscar o domínio tecnológico em áreas estratégicas também tem como meta reduzir o grande déficit na balança comercial de medicamentos, que subiu de US$ 3 bilhões na última década para US$ 10 bilhões. O governo também tem mais de 30 contratos de parceria público-privada em que os laboratórios particulares transferem tecnologia de produção à rede pública.

Fonte: Valor Econômico

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