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Governo federal planeja ampliar rede pública de dados em Brasília

O presidente da Telebrás, Rogério Santanna, disse hoje que os governos federal e do Distrito Federal vão fazer um levantamento que apontará os custos de integração e expansão das redes de dados dos órgãos e empresas públicas em Brasília.

De acordo com o presidente da estatal, assim que o projeto for executado, o governo local terá condições de executar o projeto de inclusão digital que prevê a disponibilidade de acesso gratuito à internet por meio de rede sem fio, com tecnologia Wi-Fi.

Santanna ressaltou que o ministro Paulo Bernardo (Comunicações) cobrou como parâmetro a busca de um “projeto ousado”. Pela manhã, o ministro esteve reunido com o presidente Telebrás e o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, para tratar do assunto.

“Ainda tem cálculos de natureza econômica que precisam ser feitos”, afirmou Santanna ao deixar a sede do Ministério das Comunicações. Segundo ele, a estimativa de custos irá definir se a proposta abrangerá somente prédios públicos ou também outras cidades próximas à capital federal.

Santanna informou que no centro de Brasília há mais de 90 prédios interconectados por rede de dados. Ele citou, como exemplo, a rede administrada pelo Serpro, empresa pública de tecnologia da informação (TI), que conecta vários órgãos federais.

Por parte do Distrito Federal, Santanna destacou a existência de redes de dados que conectam atualmente os hospitais e prédios públicos da área de saúde, além das redes de comunicação da companhia local de distribuição de energia, a CEB. Essas infraestruturas, segundo ele, ainda não estão interligadas. A estimativa de custo levará em consideração tanto a interligação das redes quanto a expansão para as chamadas “cidades satélites”.

O governador do Distrito Federal afirmou que pretende estimular, especialmente, o uso de serviços públicos por parte da população através da internet. Ele disse que o governo federal destinou para Brasília R$ 27 milhões do orçamento para implementar o projeto na cidade.

Fonte: Jornal Valor Econômico 23/02/2011

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