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Governo e Qualcomm fazem parceria para fábrica de chips no Brasil

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) anunciou nesta segunda-feira, 6, que firmou acordo com a fabricante de processadores Qualcomm e a empresa chinesa Advanced Semiconductor Engineering (ASE) para a instalação de uma fábrica de chips no Brasil. Segundo o órgão, o objetivo da parceria é desenvolver a telefonia 5G e o setor de internet das coisas, além de “uma série de outras finalidades” não especificadas pela entidade governamental.

Segundo nota divulgada pelo MCTIC, o acordo para a chegada da Qualcomm ao Brasil foi firmado durante o Mobile World Congress (MWC) na última semana, quando o ministro Gilberto Kassab visitou o evento de tecnologia em Barcelona, na Espanha. Para fechar o acordo, será assinado um protocolo na quarta-feira, 8.

“Esse entendimento com a Qualcomm no Brasil tem dois significados importantes. Contribui para a expansão e o desenvolvimento de tecnologias relacionadas às telecomunicações e acontece também em um momento importante, em que o País retoma seu crescimento e atração de investimentos”, afirmou o ministro Kassab, por meio de nota.

Segundo o comunicado, os chips desenvolvidos pela parceria serão do tipo ASCIP (Advanced Cellular SiP), que podem integrar diversas funções, como processador, condutor e memórias, em um único semicondutor.

Para o secretário de Política de Informática do Ministério, Maximiliano Martinhão, o projeto ACSIP será fundamental para a Internet das Coisas e telefonia, permitindo que se consiga reduzir as importações de circuitos integrados, bem como para ampliar e diversificar a produção brasileira de semicondutores. “Esta iniciativa vai estimular as atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação”, disse, por meio de nota.

Segundo o MCTIC, a fábrica terá 20 mil metros quadrados e vai contar com mão de obra direta e indireta de 1,2 mil pessoas. Ainda não há previsão para instalação da planta, nem sua localização. Procurada pelo Estado para comentar o projeto, a Qualcomm não respondeu às solicitações da reportagem até a publicação desta matéria.

Fonte: O Estado de São Paulo

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