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Governo do RJ apresenta projeto do novo campus da Uezo

Em nome do governador Sérgio Cabral, o secretário de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso, lançou, nesta quarta-feira, o projeto de construção do novo campus do Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (Uezo), que, formará, a partir de meados de 2013, cerca de seis mil tecnólogos por ano para atender a uma crescente demanda de mão de obra especializada do parque industrial do estado, especialmente da Zona Oeste do Rio e cercanias. A cerimônia foi realizada no auditório da sede administrativa de uma dessas grandes empresas locais, a siderúrgica da Gerdau/Cosigua, em Santa Cruz.

– É uma revolução para a Zona Oeste, que vai ganhar o campus da mais importante universidade de formação de tecnólogos do Brasil. É uma concepção moderna de universidade. Ela vai atender não somente o crescimento da Zona Oeste carioca, mas todo o estado. Quem falar mais em apagão de mão de obra na área de formação de tecnólogos é porque não conhece o novo campus da Uezo – afirmou Cardoso, lembrando que, dependendo da expansão da demanda de mão de obra no setor, a universidade poderá formar, numa segunda etapa, até nove mil alunos.

Por enquanto, as seis mil vagas são suficientes para atender as necessidades atuais das indústrias da região, segundo o presidente da Associação das Empresas do Distrito Industrial de Santa Cruz, José Joaquim Jacques.

– É muito boa esta aproximação das indústrias com a universidade, fundamental para o crescimento que a região propõe nos próximos anos. Certamente, o porte desta universidade vai beneficiar as empresas com uma mão de obra extremamente qualificada. Até a chegada do novo campus, quando haverá aumento da oferta desses novos profissionais, seremos obrigados a continuar importando mão de obra de outros centros industriais, como Volta Redonda, e até de fora do Estado do Rio – afirmou Jacques.

Projeto é orçado em R$ 40 milhões

O terreno onde vai ser erguido o campus da Uezo fica às margens da Avenida Brasil, na altura do número 45.825, no Distrito Industrial de Campo Grande. Até o término da primeira fase, previsto para agosto de 2013, a Uezo continuará a ocupar parte das instalações do Instituto de Educação Sara Kubitschek, em Campo Grande, onde começou, em 2005. O projeto da primeira fase, que prevê a construção de 16 mil m² de salas e laboratórios, além da parte administrativa, está orçado em R$ 40 milhões, financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), em três parcelas.

A instituição cresceu muito nos últimos anos. Se em 2007 houve apenas 500 inscrições no vestibular e 405 alunos matriculados no ano seguinte, em 2010 foram seis mil inscritos e 1.903 alunos estudando este ano. E já começou o processo de inscrição para o vestibular que vai preencher as vagas oferecidas pelos dez cursos de tecnólogos que já vêm sendo ministrados – Tecnologias em Biotecnologia; em Análise e Desenvolvimento de Sistemas; em Produção de Fármacos; em Processos Metalúrgicos; em Polímeros; e em Construção Naval – e por mais quatro novos que estão em fase de implantação – Tecnologias em Meio Ambiente; em Alimentos; em Nanotecnologia; e em Recuperação de Equipamentos. Todos os cursos têm duração de três anos.

A Uezo também oferece os cursos plenos, com formação de bacharel e duração de quatro anos, em Ciências Biológicas (modalidade Produção Químico–Biológica), Ciência da Computação, Farmácia e Engenharia de Produção. A universidade pretende instituir, em parceria com o Arsenal da Marinha, o primeiro curso de mestrado profissionalizante do Estado do Rio voltado para a indústria naval, e fomentar a formação de empresas juniores por alunos interagindo com o parque industrial fluminense.

– Estamos praticamente encaixotados no Instituto Sara Kubitschek. Temos uma série de laboratórios em crescimento e somos obrigados a fazer os famosos “puxadinhos” e até no saguão do instituto já instalados laboratório. Portanto, um novo campus é fundamental para o crescimento da Uezo – diagnosticou o reitor Roberto Soares de Moura.

Universidade concebida para integrar alunos

O projeto da Uezo é do arquiteto Paulo Casé, que estava presente. Ele será erguido em um terreno de 135 mil metros quadrados, cedido pela Codin. Só na primeira fase serão construídos 16 mil metros quadrados de salas e laboratórios, além da urbanização do terreno. Com a segunda etapa, o projeto terá 80 mil metros quadrados de obras, sendo 26 mil metros quadrados de prédios e o restante de urbanização do terreno.

Nesta quarta-feira, foi assinada a portaria da Uezo repassando R$ 1 milhão à Empresa de Obras Públicas (Emop), encarregada da execução do projeto, para detalhar a planta executiva e iniciar o processo licitatório. Casé, em seguida, fez uma exposição animada do projeto, ressaltando a concepção de um modelo de universidade que estimula arquitetonicamente a integração dos alunos. O secretário Alexandre Cardoso elogiou a ideia.

– É um projeto revolucionário. É uma universidade quase toda plana, linda, como a cidade que a abriga – exaltou o secretário.

Também estiveram presentes o subsecretário de Ciência e Tecnologia, Luiz Edmundo Costa Leite, o presidente da Emop, Ícaro Moreno Júnior, o diretor da Gerdau, Nestor Mundstock, entre outros.

Fonte: Assessoria SECT-RJ

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