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Google mantém Brasil fora da estratégia de data center na América Latina

O Brasil segue fora da estratégia de data center do Google na América Latina. Nesta terça-feira, 12/09, anunciou a expansão do seu data center em Quilicura, Chile, um dos 15 centros de dados da empresa no mundo e o único na América Latina. Foram realizadas obras que triplicaram o tamanho do local, que agora passa a ocupar um total de 11,2 hectares. A ampliação deve gerar mais de 1.200 empregos diretos e indiretos na região.

O Google investiu US$ 140 milhões na ampliação, que acontece seis anos após a empresa divulgar o plano de construir o data center no Chile e reforça o esforço da companhia em melhorar sua infraestrutura global e o compromisso com a região, além de assegurar que todos os usuários possam ter acesso às ferramentas-chave de maneira rápida e confiável.

“Os sistemas de Google Cloud são projetados para oferecer segurança e confiabilidade em escala global. Nos últimos três anos, investimos cerca de US$ 30 bilhões em infraestrutura em todo o mundo, pois este é um dos principais ponto de interesse dos clientes quando nos escolhem como fornecedores de serviços de nuvem”, diz João Bolonha, diretor de vendas de Google Cloud na América Latina. “Grande parte da infraestrutura do próprio Google, que é responsável por oito aplicativos com mais de 1 bilhão de usuários, também usa a infraestrutura do Google Cloud.”

O investimento para a expansão do data center no Chile acontece poucos meses após o anúncio, feito em janeiro deste ano, do primeiro cabo submarino privado que conecta Chile e Califórnia (EUA). O desenvolvimento de uma infraestrutura que garanta uma nuvem segura, rápida e confiável usa muita energia. De acordo com o compromisso do Google de trabalhar totalmente com energias 100% renováveis, todas as operações da empresa no Chile têm sido alimentadas pela energia limpa que o país produz em regiões de deserto.

Para isso, foi adquirida energia solar produzida na usina fotovoltaica em El Romero, localizada na região do Atacama, mantendo, assim, a posição do Google como a maior empresa consumidora de energia renovável. Em 2017, o Google abriu um Centro de Computação em nuvem para hospedar as aplicações do plataforma Google de Cloud, que abarcou o Google for Works, mas descartou a possibilidade de transformar o centro em um datacenter no País.

Desde o ano passado, o Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações defende a criação de um regime especial de tributação que favoreça a implantação de datacenters no país. Como ressaltou o secretário de telecomunicações André Borges ao participar do 3º Seminário Brasscom Políticas Públicas & Negócios, realizado em março deste ano, em Brasília, o atraso em avançar nessa agenda já vai deixando o Brasil para trás.

“O Brasil até hoje não conta com uma política eficaz de atração e fomento a datacenter. Se não aprovarmos um programa como esse, os vizinhos o farão. A Argentina, que começou depois de nós, já está na frente. Não só não teremos mais essa atividade econômica no Brasil como vamos perder esse investimento para os vizinhos, como a própria Argentina e o Chile, porque não teremos condições de competir”, afirmou Borges. Até agora o regime não saiu do papel. E o Google investe US$ 140 milhões no Chile.

Fonte: Convergência Digital

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