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Gastos com TI devem crescer no país, mas real forte preocupa

As empresas brasileiras devem gastar 13% a mais em tecnologia da informação neste ano, o que deve totalizar US$ 39 bilhões, em contraposição a uma expansão média 7% no restante do mundo. No entanto, a valorização do real frente o dólar deve prejudicar o setor no país, de acordo com dados da IDC divulgados nesta quinta-feira, 17. O estudo aponta que a sobrevalorização da moeda brasileira deve estimular ainda mais a importação de produtos, serviços e mão de obra. O reflexo será um atraso maior no desenvolvimento das empresas nacionais de TI. A consultoria não especifica quanto do total dos gastos das empresas no Brasil será proveniente do mercado externo.

Segundo o diretor geral da IDC Brasil, Mauro Peres, a valorização da moeda brasileira tem resultado no aumento da aquisição de soluções importadas e, consequentemente, na entrada de equipamentos topo de linha no país. Se por um lado, explica, as companhias podem aproveitar o momento para renovar suas infraestruturas e parques de TI, por outro, algumas delas se veem inibidas em continuar investindo na expansão, tanto econômica quanto geográfica. Essa situação, de acordo com o analista, deve ser mais sentida por empresas menores, que não dispõem de recursos financeiros para competir com a entrada em massa de soluções estrangeiras. As empresas de maior porte, por sua vez, sofrerão certo atraso, mas ainda terão condições de expandir suas operações.

O gerente de pesquisas da IDC Brasil, Reinaldo Roveri, acrescenta que os malefícios da valorização do real ainda podem se refletir no mercado de trabalho na área de TI. Segundo ele, o mercado nacional já passa por um momento de escassez de mão de obra, o que resulta em pressão salarial e aumento de custos para as empresas. Com a queda nos preços de serviços do exterior e o aumento da adesão das empresas ao outsourcing, Roveri acredita que os profissionais de TI serão bastante prejudicados. O analista ainda aponta que a terceirização continuará como grande estratégia para este ano, com as empresas cada vez mais interessadas em transformar gastos de capital (Capex) em gastos operacionais (Opex).

Fonte: TInside de 17/02/2011

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