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Gartner: Brasil fracassa na definição de uma política nacional de TIC

Apesar de elogiar os programas Ciência Sem Fronteiras e o plano TI Maior, lançados pelo governo Dilma para o fomento de mão-de-obra e de ações em TIC, o vice-presidente do Gartner, Cassio Dreyfuss, foi taxativo: o país está atrasado e não prioriza ações na área.
“Infelizmente no Brasil, há momentos pontuais. Não há uma política costurada. Uma prioridade de governo para TIC, como há no Chile, na Colômbia e no Peru”, afirmou Dreyfuss, que é o chairman do Gartner Symposium Itxpo 2012, que acontece na capital paulista, nesta segunda-feira, 29/10.

Dreyfuss observa que a falta de mão de obra especializada é um problema mundial. E, aqui, mais uma vez, segundo o executivo, o Brasil está perdendo tempo. “Precisamos de talentos. Atrair os jovens para a área de TIC. Mas isso precisa de uma unidade. Não pode ser ações ministeriais isoladas. O governo precisa entender que TIC impulsiona a economia”, sustentou.

Para o chairman do Gartner, o México foi o primeiro país da região a fechar uma política para TIC. “Se decidiu que o governo ia ficar fora da oferta de serviços e abrir espaço para empresas nacionais”, lembra Dreyfuss. Chile, Colômbia e Peru também criaram ações para TIC, todas relacionadas ao modelo econômico/social. “Insisto que TIC é para impulsionar a receita do país. Aqui no Brasil isso não é ainda assim percebido”, completou.

No evento, o Gartner revelou que os gastos com TI deverão chegar a US$ 126,3 bilhões em 2012, um declínio de 2,5% em relação a 2011. Mas a boa notícia é que 2013 promete ser um ano de recuperação: os gastos deverão chegar a US$ 133,9 bilhões, um incremento de 6%. Para Peter Sondergaard, vice-presidente sênior do Gartner, o Brasil terá papel de destaque em TI. “O país já é hoje o segundo maior mercado de TI entre os emergentes e responderá por 50% de todo o gasto na área na América Latina”.

 Fonte: Convergência Digital

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