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Fundo do Centro-Oeste cria linha inédita para financiamentos em CT&I

O orçamento aprovado pelo Conselho Deliberativo do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) de R$ 5,1 bilhões para 2012 é modesto para a Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco). O superintendente Marcelo Dourado, estima que o total aplicado em operações de financiamento chegue aos R$ 6 bilhões.

Ele afirma que sua expectativa está baseada no resultado de 2011. No início do ano passado, a estimativa era que seriam contratados R$ 4,6 bilhões, mas os números consolidados, divulgados ontem pela Sudeco e pelo Banco do Brasil, administrador do FCO, registraram volume recorde de R$ 5,5 bilhões, montante 30% superior ao do ano anterior (R$ 4,2 bilhões).

“Estou muito confiante em relação ao crescimento da economia brasileira e da região Centro-Oeste neste ano”, disse. Ele também apresentou comparação entre o ritmo de expansão do FCO em relação aos correlatos das regiões Norte e Nordeste. Enquanto o FCO teve aumento no ritmo de contratações de 33,6% – de R$ 3,18bilhões para R$ 4,2 bilhões – em 2010, na comparação com o ano anterior, o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) teve aumento de 5,3% e o FundoConstitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), de 17,7%, no mesmo período. A comparação do resultado do ano passado com o ano anterior ainda não foi divulgada pelos outros fundos.

Em 2011, Goiás foi o Estado que mais recebeu recursos do FCO, com volume total de R$ 2,63 bilhões. Mato Grosso e Mato Grosso do Sul ficaram com R$ 1,8 bilhão eR$ 1,7 bilhão, respectivamente. O Distrito Federal fechou 2011 com R$ 407 milhões contratados.

A Sudeco, autarquia ligada ao Ministério da Integração Nacional, e o Banco do Brasil comemoraram o balanço de contratações do ano passado. No entanto, o superintendente disse que em algumas áreas o desempenho poderia ter sido melhor. Mesmo sendo direcionado para a região onde estão duas das cidades-sede daCopa do Mundo de 2014 (Brasília e Cuiabá), praticamente só um quarto dos recursos disponíveis para a infraestrutura turística foi utilizado. De janeiro a outubro doano passado, dos R$ 457 milhões disponíveis, apenas R$ 120 milhões foram contratados nas 466 cidades que compõem a região.

Dourado acredita que neste ano a demanda será maior. O Conselho Deliberativo também aprovou uma linha inédita para financiamentos em ciência, tecnologia e inovação, mas ainda não foi delimitado o volume dos recursos destinados à área. A divisão para o orçamento de 2012 contempla Mato Grosso e Goiás com, cada um,R$ 1,48 bilhão. Mato Grosso do Sul deve contar com R$ 1,18 bilhão e o Distrito Federal terá R$ 972 milhões.

Fonte Valor Econômico (adaptada)

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