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Finep cria linha para projetos de cunho tecnológico

Alcança R$ 3 bilhões, em três anos, o valor disponível para o financiamento de novos projetos tecnológicos na cadeia produtiva de óleo e gás, em linhas da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do BNDES, dentro do Programa Inova Petro.

“O objetivo é capacitar os fornecedores brasileiros para atender à demanda de conteúdo local da cadeia produtiva do petróleo”, disse o ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp, ao anunciar o lançamento do edital da nova linha de crédito na abertura da Rio Oil & Gas, no último dia 17. Os recursos estarão disponíveis apenas para projetos desenvolvidos no país.

Metade dos recursos virá da Finep e a outra metade, do BNDES. Além disso, 20% do crédito pode ser subvencionado para cobrir despesas de custeio do projeto, sem ônus para as empresas. “Esse custeio cobre despesas com contratação de pessoal, serviços de consultoria, compra de matéria-prima, mas não cobre outras categorias de despesas, como obras e compra de equipamentos”, explica Maurício Alves Syrio, chefe do Departamento de Petróleo, Gás e Indústria Naval da Finep.

O programa também conta com o apoio técnico da Petrobras, que vai ajudar a selecionar e acompanhar a evolução dos projetos apresentados. A participação da estatal no programa também cria a possibilidade de a Petrobras garantir a demanda futura dos produtos e serviços das empresas criados a partir dos projetos financiados, embora isso não conste do edital.

As taxas de juros variam dentro das diferentes linhas de financiamento do programa, que vão de 4% ao ano até TJLP mais 3%. Apenas empresas com faturamento superior a R$ 16 milhões podem participar da seleção de projetos, ou então precisam se associar a parceiros de maior porte para ter acesso ao Inova Petro.

Para Marcos Guerra, presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo, os recursos são bem-vindos para a indústria. “A Petrobras está disposta a apoiar as indústrias locais, incentivando-as a participar das licitações de compra de equipamentos promovidas pela companhia, mas para isso as empresas têm de estar atualizadas”, diz. “Só que as médias empresas investem pouco em inovação e acabam perdendo competitividade. Esse incentivo pode ajudar a mudar isso”.

Apesar da reação positiva das empresas, também houve críticas ao programa. Para Aloísio Nóbrega, vice-presidente da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento, a nova linha é um avanço, mas ainda estaria longe de atender as necessidades da indústria de base tecnológica. “A combinação de financiamento e subvenção é positiva, mas a burocracia para o acesso ainda é muito grande e cria dificuldade para empresas de menor porte”, diz.

 Fonte: Valor Econômico

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