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Falta de chips atinge 12% da indústria eletrônica e só acaba em 2022

A escassez mundial de semicondutores só deverá ser superada no segundo trimestre de 2022, de acordo com o Gartner. As fundições estão aumentando os preços dos wafers e, por sua vez, as empresas de chips estão aumentando os preços dos dispositivos.

A avaliação é de que a escassez de semicondutores afetará severamente a cadeia de suprimentos e limitará a produção de muitos tipos de equipamentos eletrônicos em 2021. Em linha com o que mostra a Abinee, em levantamento sobre a situação da indústria brasileira. 

Segundo sondagem feita no mês passado pela Abinee, 12% dos fabricantes do setor eletroeletrônico tiveram que parar parte da produção em junho por falta de componentes eletrônicos. É o maior registro desde que, em fevereiro, a pesquisa começou a acompanhar o impacto da falta desses insumos no mercado.

Situação mais comum, 32% das empresas relatam atrasos na produção e na entrega dos produtos ao cliente. Diferente das montadoras de carros, setor mais afetado pela falta de chips produzidos, principalmente, por fornecedores de Taiwan, nenhuma fábrica de aparelho eletrônico teve até agora que parar completamente a produção no Brasil.

Entre os fabricantes de produtos que contêm semicondutores, houve, no entanto, aumento de 55%, em maio, para 71%, em junho, nos relatos de dificuldade na aquisição do insumo no mercado. A maior parte das empresas do setor (42%) trabalha com a previsão de o abastecimento de chips voltar ao normal apenas em meados do ano que vem.

A escassez de chips começou principalmente com dispositivos, como gerenciamento de energia, dispositivos de exibição e microcontroladores, fabricados em nós legados em fábricas de fundição de 8 polegadas, que têm um fornecimento limitado. A escassez agora se estende a outros dispositivos e há restrições de capacidade e escassez de substratos, ligação de fios, passivos, materiais e testes, todos os quais são partes da cadeia de suprimentos além das fábricas de chips. Essas são indústrias altamente comoditizadas com flexibilidade / capacidade mínima para investir agressivamente em um curto prazo.

Na maioria das categorias, espera-se que a escassez de dispositivos seja eliminada até o segundo trimestre de 2022, enquanto as restrições de capacidade do substrato podem se estender até o quarto trimestre de 2022.

Fonte: Convergência Digital com informações da ABINEE em 23/07/2021

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