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Exército terá antivírus exclusivo feito no Brasil

O Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército Brasileiro (CCOMGEX) fechou recentemente um acordo com uma empresa de segurança brasileira para desenvolver um antivírus de uso exclusivo do exército.

O contrato de prestação de serviço prevê a instalação e o desenvolvimento de um antivírus que será usado em 60 mil computadores da corporação, além da construção de um laboratório de segurança virtual dentro das dependências do exército.

O objetivo é criar vacinas no menor período de tempo possível para evitar que malware e outros arquivos maliciosos alterem o funcionamento da rede usada pelo exército, além de incentivar o desenvolvimento de tecnologias nacionais.

A contratação da BluePex, por meio de licitação, para treinar os profissionais, desenvolver o software e construir o laboratório dentro do CCOMGEX custará R$ 720 mil. O acordo entre o exército e a empresa desenvolvedora está previsto para durar dois anos e inclui ainda suporte técnico personalizado.

Segurança nacional

De acordo com o general Antonino Santos Guerra, do Centro de Guerra Eletrônica, é difícil manter um contrato de prestação de serviços de segurança com empresas no exterior. “O software antivírus usado atualmente pela corporação é desenvolvido pela Panda Security e envia todos os arquivos infectados para o laboratório da empresa a fim de criar uma vacina, mas não sabemos exatamente para qual região o antivírus envia o documento infectado. Com o laboratório próprio, conseguiremos identificar o tipo de malware e, em poucas horas, criar localmente as vacinas necessárias”, diz.

O general afirma que um laboratório próprio, em poucas horas, poderá identificar o tipo de malware e criará localmente as vacinas necessárias. Além disso, o uso de um software brasileiro próprio com suporte exclusivo dispensa as atualizações anuais que outros desenvolvedores lançam no mercado.

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