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Ex-alunos de Harvard viram anjos no Brasil

Um grupo de 50 ex-alunos brasileiros da tradicional escola de negócios Harvard deu início, neste ano, ao Harvard Business School Alumni Angels of Brazil. O objetivo desses empresários e executivos é investir em startups – empresas inovadoras em estágio inicial -, principalmente nos setores de tecnologia da informação, serviços financeiros, energia, varejo, agroindústria e biomedicina.

A iniciativa brasileira faz parte de uma ideia maior, nascida em 2007, na Califórnia. Lá surgiu a primeira organização de ex-alunos da escola dispostos a atuar como investidores-anjo. De lá para cá, o projeto ganhou mais adeptos e hoje há grupos no mesmo formato em nove países: Estados Unidos, Inglaterra, França, Índia, China, Canadá, Japão, África do Sul e agora Brasil.

Magnus Arantes, um dos líderes do grupo no Brasil e membro do conselho global do HBS Alumni Angels, conta que recebeu, em 2011, um convite dos organizadores do projeto junto com o também ex-aluno Sérgio Kulikosky para que montassem uma unidade do programa no país. “Começamos a trabalhar na organização desde o ano passado, formando um grupo inicial de membros e conhecendo outras organizações do HBS Alumni Angels em funcionamento como a do Vale do Silício, Nova York, Paris e Londres.”

Por enquanto, nenhum investimento foi feito no país. A meta até o fim do ano, no entanto, é investir em pelo menos duas empresas brasileiras. Aqui, o aporte financeiro em cada projeto deve variar entre R$ 300 mil e R$ 800 mil. Os 50 membros do HBS Alumni Angels of Brazil, entre eles Benjamin Quadros, presidente da BRQ IT Services; Bernardo de Barros Franco, sócio da NetQuant Financial Technologies; e Ricardo Madureira, diretor da Promon Novos Negócios, se comprometeram a investir, pelo menos, R$ 1,5 milhão por ano, mas nada impede que essa cifra seja maior. “O grupo tem muito potencial para crescer, já que existem cerca de mil ex-alunos de Harvard no Brasil”, diz Arantes.

Além do investimento em dinheiro, o grupo também se dispõe a colaborar com as startups na elaboração e apresentação do plano de negócios. Ainda fazem parte do “pacote” apoio gerencial e acesso à rede de contatos local e mundial dos investidores. Empreendedores interessados em receber um aporte devem inscrever seus projetos no site da HBS Alumni Angels of Brazil ou ser indicado por um membro do grupo. A empresa deve estar em estágio inicial e ter um diferencial de mercado.

Para Arantes, esse é o momento certo para começar o grupo no Brasil, pois existe hoje uma estrutura de apoio a empresas iniciantes que inclui organizações de fomento, iniciativas de governo, interesse de pessoas, escolas e mobilização da sociedade como um todo. “Quando comecei minha primeira empresa, 20 anos atrás, nada disso existia e o caminho foi muito mais difícil”, completa ele, que é também sócio da companhia de investimento LM-Invest.

Fonte: Valor

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