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Estudo do NIC.br mostra queda na qualidade da banda larga brasileira

O Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) apresentou nesta quinta, 28, durante encontro interministerial realizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) em Brasília, estudo sobre a qualidade da conexão entregue em diferentes regiões no Brasil, assim como oferta, demanda e custo da conectividade. A pesquisa, apresentada no livro “Banda Larga no Brasil: um estudo sobre a evolução do acesso e qualidade da Internet“, mostra que houve queda na velocidade média nos últimos anos, enquanto a penetração da banda larga fixa ficou estável.

Nesse primeiro estudo do NIC.br feito por meio de análise de big data com informações coletadas pelo Sistema de Medição de Tráfego Internet (Simet) entre janeiro de 2013 e dezembro de 2016, foram medidos velocidade média, latência e jitter. Na metodologia há provável viés de seleção, já que as medidas são realizadas diretamente pelos usuários. Além disso, as medições foram realizadas em diferentes locais, não havendo a possibilidade de diferenciá-los na base de resultados coletada.

A velocidade média brasileira na base fixa coletada pelo Simet foi de 9,6 Mbps no terceiro trimestre de 2016, uma queda de 10% no comparativo anual. A mediana de latência no País no terceiro trimestre de 2016 foi de 20,21 milissegundos no período, aumento de 56%. Segundo a pesquisa, na análise da qualidade das conexões entre as regiões do país, o jitter upload, revela a estabilidade do serviço, pouco abaixo dos 2,4 ms.

Vale lembrar que, de acordo últimos dados da Anatel referentes ao mês de abril de 2018, a banda larga brasileira – pelo menos em termos dos valores nominais comercializados – tem mostrado evolução, especialmente na quantidade de conexões acima de 34 Mbps, conforme a quantidade de usuários por faixa declarados pelas empresas à Anatel. Essa faixa de velocidade acumula crescimento de 67,67% em 12 meses. No total, são 5,330 milhões de acessos, ou 17,80% do mercado.

Compilados TIC

No levantamento comparativo com as pesquisas TIC relativas a domicílios, empresas, educação, governo eletrônico, saúde e provedores, o Cetic.br registrou que há um cenário distinto no setor público. Enquanto 96% dos órgãos estaduais e federais possuem conexão via fibra ou cabo, o percentual de prefeituras é de 69%. Empresas brasileiras (64%) e estabelecimentos de saúde (63% dos públicos) contam com menores penetrações. O menor índice é o de escolas públicas situadas em áreas urbanas: 41%.

Em 2015, 40% das empresas afirmaram ter conexões acima de 10 Mbps. A proporção em estabelecimentos de saúde foi de 26%, e o de escolas, 11%. A pesquisa também entende que o avanço dos acessos acima de 10 Mbps foi desigual entre 2013 e 2015. Nas escolas, cresceu 37%, ficando em 11%; na saúde avançou 136%, passando a representar 26%; e entre empresas, o aumento foi de 66%, passando a estar presente em 40% do total de empresas conectadas.

Segundo a pesquisa TIC provedores, 82% desses ISPs ofereciam acesso sem fio com frequência não licenciada, 47% por fibra ótica, 44% por cabo, 43% sem fio com frequência licenciada, 12% cable modem, 10% ADSL, 2% no satélite e 1% em modem 3G. 

Em 2016, de acordo com os dados da pesquisa TIC Domicílios, 54% das residências brasileiras possuíam acesso à Internet, o que corresponde, em números absolutos, a 36,7 milhões de domicílios conectados. Do total de domicílios com acesso, 63,8% tinham banda larga fixa como a conexão principal. Já as tecnologias 3G ou 4G eram a forma principal de acesso em 25,4% das residências conectadas. Dos que têm acesso via cabo ou fibra, 48% pagavam até R$ 80 e 41% pagavam mais do que R$ 81. Entre quem tinha conexão 3G/4G, 74% eram de contas de até R$ 80 e 19% acima de R$ 81.

Fonte: NIC.Br

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