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Espaço Ciência inaugura exposição sobre evolução dos animais

“Revolução dos bichos” é uma exposição sobre a evolução, que o Espaço Ciência inaugura nessa quinta-feira, 3 de fevereiro, e marca também a abertura das atividades anuais do maior museu científico ao ar livre do País. Montada a partir das contribuições feitas pelas pesquisas de Charles Darwin, a mostra revela a radical mudança de paradigma no entendimento do mundo vivo. É que, até a publicação de “A origem das espécies” (em 1859) e “A descendência do homem e a seleção ligada ao sexo” (em 1871), os biólogos adotavam a ideia de que as espécies eram as mesmas desde a origem do nosso planeta – e de que o homem ocupava a posição mais importante entre todas elas. A exposição mostra a mudança no entendimento humano sobre o mundo biológico e se tornou possível graças ao apoio do CNPq, que investiu R$ 113 mil na iniciativa.

São essas mudanças que autorizam dizer que o conhecimento sobre a evolução biológica sofreu uma verdadeira revolução, daí o nome da exposição. A importância da nova perspectiva pode ser comparada às mudanças que a obra do astrônomo, físico e matemático Isaac Newton provocou ao demonstrar que a Terra não era o centro do universo – isso no final do século XVII. Uns 150 anos depois da publicação das pesquisas de Charles Darwin, com as confirmações trazidas pela geologia, pela paleontologia, pela genética e pela biologia molecular, não existe mais hoje nenhum biólogo sério que não inscreva o seu trabalho dentro da Teoria da Evolução.

A mostra também aborda a evolução dos animais e sua diversidade, apresentando suas relações de parentesco. As informações estão distribuídas em uma espiral que se inicia com a formação do universo, da vida e com as formas de vida animal em estágios cada vez mais diversificados. Essa disposição inovadora permite ao visitante acompanhar como cada grande grupo de animais evoluiu até suas formas atuais e qual sua origem e relação com os outros animais.

Para cada grupo animal é apresentada linha do tempo evolutiva, painel com imagens de algumas formas atuais, vídeo em exibição permanente, réplicas de ossos, fósseis e de animais inteiros, além de alguns experimentos. Que tal a experiência de tocar em crânios de animais, dente de cobra, carapaça de tatu gigante ou tirar foto na mandíbula de tubarão?

A exposição é uma produção do Espaço Ciência e da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência (ABCMC), com financiamento do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT/CNPq). A curadoria é do professor Valdir Luna, do Centro de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), com projeto arquitetônico de Fátima Ximenes, sob coordenação do Professor Antonio Carlos Pavão, diretor do Espaço Ciência.

Fonte: Portal Sectma 02/02/2011

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