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Enem é passaporte para bolsas no Exterior

Tirar boas notas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não só aumenta as chances de garantir vaga em universidades federais como serve de bilhete premiado para o Ciência sem Fronteiras (CSF), programa do governo que tem entre suas metas enviar 27,1 mil alunos da graduação para uma temporada de estudos no exterior até 2015.

Menina dos olhos da presidente Dilma Rousseff, o CSF já concedeu bolsas a 12.207 universitários desde seu lançamento, no ano passado. Para disputar uma vaga, o aluno precisa estar matriculado em áreas prioritárias para o programa, especialmente engenharia, ter concluído 20% da carga horária do curso e possuir bom histórico acadêmico.

A nota do Enem é utilizada como critério classificatório – se o número de vagas oferecido em determinado edital for menor que o de candidatos aptos, levará vantagem quem obteve melhor resultado no exame nacional, desde que a média nas provas objetivas e na redação tenha sido de pelo menos 600 pontos.

O Enem será aplicado neste fim de semana para 5,7 milhões de inscritos. No sábado (03), os candidatos farão 90 questões de múltipla escolha de Ciências Humanas e Ciências da Natureza. No domingo, caem mais 90 testes de Linguagens e Códigos e matemática, além da redação.

Experiência

As atuais chamadas de interessados nas bolsas do CSF estabelecem 12 meses como o tempo mínimo do intercâmbio. Ao todo, 25 países estão recebendo brasileiros, com destaque para Portugal (2.344 bolsas já concedidas), Estados Unidos (2.324) e França (1.880).

O aluno da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) Ruan Oliveira, de 20 anos, chegou aos EUA em junho para uma temporada de seis meses na Universidade da Califórnia, em Irvine. Lá, o estudante de Biotecnologia aprofunda seus conhecimentos sobre pesquisas com células-tronco. “A graduação sanduíche é uma oportunidade excepcional não apenas para inserir o aluno em ambientes acadêmicos de excelência, mas também para agregar novos conhecimentos e experiências culturais”, diz Oliveira. “Contribuirá de maneira inigualável para o meu currículo.

Quem também está gostando da vivência fora do País é o aluno de Farmácia Renan Carvalho, da Federal de Juiz de Fora. Há dois meses no Instituto Pasteur, em Paris, o mineiro de 22 anos diz que, apesar do custo de vida alto, consegue “viver com qualidade” com a bolsa do CSF. “Estou conhecendo cientistas renomados de todo o mundo”, diz. Carvalho, no entanto, reclama da comunicação com as agências responsáveis pelo CSF, a Capes e o CNPq, um problema apontado também por outros bolsistas. “Muitas vezes os alunos não são orientados do modo adequado.”

Paulo Leonel Teixeira, de 24 anos, aluno do último ano de Engenharia Mecânica da Federal de Santa Catarina, usou a bolsa para cursar um semestre do mestrado em hidráulica na Universidade Lund, na Suécia. “O grande diferencial, para mim, foi o livre acesso a computadores e softwares, disponíveis a qualquer aluno, para desenvolver pesquisas”, afirma Teixeira, que levará os créditos do curso para concluir o bacharelado no Brasil. A universidade também oferece oportunidade de estágio em multinacionais.

Fonte: O Estado de São Paulo

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