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Encontro de Ictiologia apresentou a importância das FAPs na pesquisa científica

Investimentos e apoio à pesquisa científica foram destacados na apresentação da palestra intitulada “Importância das FAP’s para desenvolvimento da ciência ictiológica na Amazônia” apresentada pela diretora-presidenta da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Maria Olívia de Albuquerque Simão.

Na ocasião, Olívia ressaltou que apesar de ter sido criada no ano de 2003, a Fapeam é a mais antiga Fundação de Amparo à Pesquisa (FAP) da região norte do Brasil. Durante sete anos de trabalho, a Instituição já disponibilizou para investimentos mais de R$ 238 milhões, proporcionando o avanço em diversas áreas da pesquisa científica, além de ter concedido mais de 14 mil bolsas, o que reflete principalmente o aumento da capacitação e formação de recursos humanos, que segundo ela é uma das principais metas da Instituição.

Na apresentação foram destacadas Instituições como o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT) e a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que recebem o apoio da Fapeam para o desenvolvimento de pesquisas. Durante os sete anos de existência mais de R$6 milhões foram investidos na área das ciências ictiológicas.

Olívia Simão destacou que é preciso investir na qualificação de recursos humanos. “Sem massa crítica, recursos humanos qualificados, não temos como alavancar nenhuma pesquisa. Para essa área então precisamos multiplicar e muito o conjunto de alunos, hoje já ficamos felizes, pois existem mais universidades e Institutos com pós-graduação nessa área”, enfatizou.

O evento também colaborou para discussão de temas relacionados à ictiologia, que possivelmente podem resultar em documentos que serão entregues a Fapeam. “Ontem tivemos aqui uma reunião na área de hidrelétrica, para ouvir uma demanda desse setor para área de pesquisa, que vai ser mandado para a gente por meio de um documento, e isso vamos mostrar aqui, que as pessoas dessa área podem estar demandando”, relatou Simão.

Para o pesquisador do Inpa e membro do Comitê local do evento, Jorge porto, o apoio de instituições de fomento, enumeram fatores que colaboram para o processo de desenvolvimento da pesquisa.

“O montante de investimentos é muito grande, isso mostra claramente o empenho dos pesquisadores em submeter, a competência desses pesquisadores em aprovar os seus projetos em um edital público de fomento e o compromisso da agência em nos estimular para que nós possamos estar pesquisando e conseguindo mais informações para aplicação ou para o retorno das pesquisas que estão sendo realizadas para a sociedade”, declarou Porto.

A diretora-presidenta alertou para o fato de que diversos setores de pesquisa do Estado podem demandar pautas remetentes a assuntos que necessitam de apoio à pesquisa. “Nós temos uma ouvidoria, é claro que isso passa por um processo de nosso conselho para poder uma ação ser aprovada, mas quanto mais colocarmos a pauta que precisa ser pesquisada, a agência tem mais chance de colocar editais que de fato vão convergir para a necessidade do setor”, disse.

Fonte: Portal MCT de 07/02/2011

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