Notícias

Empresas sergipanas são contempladas com edital de apoio à pesquisa e inovação tecnológica

Qualificar a área de recursos humanos no Estado, a partir da concessão de bolsas a mestres e doutores que serão inseridos em empresas locais, para desenvolver atividades de pesquisa tecnológica e de inovação visando a melhoria do processo produtivo e a criação de novos produtos. Esses são os objetivos previstos no edital de Recursos Humanos na Empresa (RHAE – Programa de Pesquisadores nas Empresas), e vem sendo desenvolvida pela Secretaria do Desenvolvimento Econômico, da Ciência e Tecnologia (Sedetec) através da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica de Sergipe (Fapitec/SE). A iniciativa visa promover a competitividade das empresas locais, em parceria com o CNPq, e dois empreendimentos sergipanos, Daterra Agroindústria Ltda e SIA (Software com Inteligência Artificial), foram contemplados recentemente.

“É uma meta governamental privilegiar a pesquisa, algo que o próprio governador Marcelo Deda determina. E é um objetivo desenvolver a indústria sergipana, pricipalmente em pesquisa e inovação tecnológica. Esse edital, assim como todos os outros, reforçam nossa missão de desenvolver Sergipe de uma forma sustentável e continuada”, destacou o secretário Zeca da Silva, da Sedetec, ao parabenizar as empresas que tiveram seus projetos aprovados. “Talento nós temos de sobra. A questão é investir para que ele se desenvolva. E o governo está fazendo a sua parte”.

Para o diretor-presidente da Fapitec/SE, Ricardo Santana, o início das pesquisas oriundas dos projetos contemplados é também um momento decisivo para que as demais empresas sergipanas fiquem atentas e participem de outros editais que serão lançados futuramente. “Nessa modalidade é a própria empresa que concorre com um projeto. Se contemplado, esse projeto permite que a pesquisa seja desenvolvida no ambiente da própria empresa, o que contribui para que a inovação tecnológica se una à capacitação dos que trabalham nesse ambiente”, frisou.

Agricultura orgânica

A Daterra Agroindústria Ltda, trabalha com a produção e beneficiamento de chás e temperos orgânicos para atender o mercado brasileiro. Em funcionamento há 11 anos, quando iniciou a produção de ervas medicinais no município de Santana de São Francisco, a indústria aposta atualmente no processamento de produtos orgânicos e aguarda pela assinatura do contrato para iniciar seu projeto. “A pesquisa pretende definir técnicas de como melhorar a secagem e o armazenamento do produto, a fim de evitar pragas e doenças, além de promover o desenvolvimento de novos produtos”, destaca a sócia-gerente da empresa, Débora de Cássia Silva.

Os produtos Namastê Orgânico podem ser encontrados nas prateleiras das maiores redes de supermercado de Sergipe e de Estados como São Paulo, Mato Grosso, Paraná, Bahia, Rio de Janeiro e Brasília. “No projeto teremos quatro estagiários para trabalhar em nosso laboratório, dois pesquisadores doutores e um mestre em Engenharia de Alimentos”, definiu a empresária que atualmente gera 10 empregos diretos na Daterra, além de trabalhar com mais de 120 famílias de agricultores familiares que são fornecedores diretos de 90% da matéria-prima, advinda de pequenas propriedades locais e dos Estados do Rio Grande do Norte e Paraná.

Para Débora de Cássia, o incentivo promovido pelo governo do Estado, através da execução desses editais é de suma importância. “A pequena empresa não tem fôlego financeiro para arcar com despesas de pesquisa e sem o apoio dos órgãos governamentais não teríamos como investir nesse campo tecnológico”, afirmou a coordenadora do projeto que receberá R$ R$ 271.962,72 em apoio.

Tecnologia na ponta dos dedos

Já empresa sergipana de tecnologia da informação, SIA (Software com Inteligência Artificial), também contemplada pelo edital, foca na tecnologia de ponta. O projeto, que tem a coordenação do empresário e pesquisador, Mário Vasconcelos Andrade, pretende desenvolver um software para ser usado em aplicativos de comércio eletrônico e educação à distancia e que se propõe a construir um verificador biométrico pela fusão bimodal de baixo custo, desenvolvendo um método de verificação pela escrita in-line (em linha) usando mouse e o teclado, fundindo dois modos de verificação das impressões digitais dos usuários num só, usando aparatos técnicos simples.

Para Mário, as pesquisas diretamente nas empresas ainda são tímidas. E incentivos, como os da Fapitec/SE, ajudam a fortalecer o segmento de Ciência e Tecnologia. “Os investimentos do Estado nas empresas são muito importantes, já que a maiorias das pesquisas são realizadas nas universidades. O governo vem investindo na área da pesquisa empresarial. Com isso, cresce também a economia sergipana”, ressaltou.

Esse projeto é contemplado com o valor de R$ 119.802,72 para custeio de salários de pesquisadores e bolsistas. Ainda em fase de andamento, os frutos deste projeto serão finalizados na forma de artigos acadêmicos, relatórios e um protótipo com características comerciais. Segundo Mário, esse dinheiro é de suma de importância para a realização da pesquisa. “Só existe ciência quando se investe no pesquisador”, finalizou.

Fonte: Ascom Sedetec Sergipe

Próximos Eventos