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Empresas esperam continuidade no fluxo de financiamento em inovação

Garantir a continuidade e a regularidade dos recursos para inovação é um dos principais desafios para o governo e o setor privado. O próprio ministro de ciência, tecnologia e inovação, Marco Antonio Raupp, admite que é necessário encontrar um modelo de financiamento que seja imune às oscilações macroeconômicas. A conclusão dos agentes de inovação é simples: como a atividade inovadora apresenta resultados no longo prazo a melhor estratégia é a de manter sempre alto o estoque de projetos, alimentando continuamente o sistema brasileiro produtor de inovação.

Para Carlos Eduardo Calmanovici, presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), os cortes sofridos nos recursos do MCTI são um sinal que confunde os empresários. O orçamento deste ano sofreu redução de 22%, o que significa R$ 1,5 bilhão a menos para ser aplicado em programas tocados pelo ministério. “Austeridade fiscal é fundamental para o país. Mas reduzir o orçamento de uma pasta com grande importância na política econômica pode comprometer os projetos e deixar os empresários ressabiados.”

Raupp garante que o corte não afetará os programas tocados pela pasta. “Nenhum programa relacionado à inovação será prejudicado.” De acordo com o ministro, este ano haverá mais um edital do programa de subvenção econômica. “Os valores serão maiores do que os destinados anteriormente.”

Outra ameaça está na nova proposta para a partilha dos royalties do petróleo – em análise na Câmara. O modelo proposto extingue o Fundo Setorial de Petróleo e Gás Natural (CT-Petro), criando impacto negativo no Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDTC). “A área de petróleo responde por 45% dos recursos deste fundo. Se o CT-Petro acabar, o orçamento para desenvolvimento tecnológico perderá R$ 1,3 bilhão”, alerta Luiz Antonio Rodrigues Elias, secretário executivo do MCTI.

Segundo Elias, a posição do ministério é a de que 50% dos recursos do pré-sal sejam investidos em educação, ciência, tecnologia e inovação. “Precisamos transformar a extração mineral do petróleo em uma oportunidade de crescimento econômico”, afirma.

Calmanovici lembra que a exploração de petróleo na camada pré-sal depende de desenvolvimento tecnológico e faz todo o sentido que o Brasil esteja na dianteira deste processo. “A riqueza das reservas têm de beneficiar todo o país. Só conseguiremos isso, se aproveitarmos o potencial de inovação. O marco regulatório precisa garantir isso.”

Fonte: Valor Econômico

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