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Empresários pagarão bolsas para estudantes, diz Dilma

A presidente Dilma Rousseff afirmou hoje, em seu programa semanal de rádio “Café com a Presidenta”, que já conta com a palavra de empresários para bancar 25 mil bolsas de estudo no exterior para estudantes e pesquisadores. Ela disse que já obteve o comprometimento da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), além de companhias estrangeiras instaladas em território nacional. Junto com outras 75 mil bolsas bancadas pelo governo federal, as 25 mil fazem parte do programa Ciência sem Fronteiras, que busca incentivar a inovação tecnológica para impulsionar a indústria nacional. “Eu tenho certeza de que vamos alcançar as 25 mil bolsas”, afirmou.

O plano do governo é oferecer oportunidade de estudo e pesquisa em universidades do exterior nas áreas de ciências exatas, engenharia, matemática, física, biologia, ciência da computação, ciência médica e a todas as áreas tecnológicas. De acordo com Dilma, o Brasil precisa de qualificação profissional para competir em condições de igualdade com países que são referência tecnológica.

“São especialidades fundamentais para a nossa economia, sobretudo para dar competitividade à indústria para que nós possamos criar empregos de qualidade em larga escala”, disse a presidente. “Em um cenário internacional de alta competitividade, ou nós inovamos ou nossos produtos não vão ter mercado lá fora.”

De acordo com Dilma, a seleção dos bolsistas será realizada por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os alunos que atingirem ao menos 600 pontos na prova estarão habilitados para concorrer a uma das bolsas de estudo. Além disso, as vagas podem ser ofertadas a premiados em olimpíadas científicas e a estudantes já envolvidos em iniciação científica. “A partir de agora, estudar no exterior não vai ser um privilégio dos mais ricos, vai ser uma oportunidade para os estudantes que se esforçarem, mesmo aqueles de famílias mais pobres.”

Fonte: O Estado de São Paulo

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