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Embraer busca um avião mais ecológico

A nova geração de jatos da Embraer vai incorporar tecnologias que priorizem a redução gradual dos impactos ambientais causados pela aviação. Segundo o vice-presidente executivo de Operações, Artur Coutinho, a Embraer está trabalhando em conjunto com os principais fabricantes de motores, no desenvolvimento de uma nova geração de turbinas, que deverá consumir de 12% a 15% menos combustíveis, contribuindo para a redução de poluentes.

Em outra frente, a Embraer atua em conjunto com Amyris, GE e Azul para avaliar os aspectos técnicos e de sustentabilidade da utilização de bioquerosene nos jatos. O primeiro teste em voo do bioquerosene, obtido da cana-de-açúcar, será feito em um avião da Azul, na pista da Embraer, em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, no primeiro semestre de 2012.

Desde 2005, a Embraer já é pioneira na utilização do etanol no avião agrícola Ipanema, o primeiro produzido em série no mundo e certificado para voar com esse tipo de combustível.

Coutinho disse que é mandatório que os futuros aviões da Embraer incorporem essas tecnologias, com menor impacto ambiental, e por isso a empresa vem acompanhando de perto o trabalho das fabricantes de turbina aeronáutica GE, Pratt & Whitney e Rolls Royce. Essas empresas, segundo ele, já equipam várias aeronaves da Embraer.

O executivo disse que a existência de motores cada vez mais eficientes e menos poluentes terá um impacto importante na aviação, já que os combustíveis representam hoje cerca de 35% do custo de operação de um avião. A preocupação ambiental na Embraer, segundo o executivo, também envolve a utilização de materiais menos agressivos ao meio-ambiente e que já eliminou dos seus processos produtos como o gás freon e o amianto.

“Agora estamos numa fase de tentar substituir o chumbo dos nossos processos, pois além de poluente ele tem restrições fortes em relação a peso”, explicou. A questão ambiental na Embraer, segundo ele, é vista dentro de um contexto mais amplo e envolve todo o ciclo de produção de uma aeronave, desde a escolha da matéria-prima até o descarte do produto.

“Trabalhamos com o conceito de desenvolvimento integrado do produto ambientalmente sustentável, o que chamamos dentro da empresa de projeto DIPAS, que está numa fase inicial”, comentou.

O lançamento do projeto de um novo avião ou a remotorização da atual família de jatos 170/190, segundo o executivo, depende de uma definição do cenário da concorrência mundial, mais especificamente da Boeing, que deve anunciar em breve o desenvolvimento de um novo avião. A canadense Bombardier e a europeia Airbus já anunciaram seus projetos. “Não queremos tomar nenhuma decisão sem termos uma visão clara de como ficará esse cenário competitivo.”

Ontem, a empresa lançou o Centro Embraer de Educação Ambiental Jequitibá, em parceria com as secretarias de Educação e Meio Ambiente de São José dos Campos, a Universidade de Taubaté e organizações não-governamentais.

O projeto será colocado em prática em uma área de 250 mil m2, que pertencia a uma antiga fazenda ao lado da unidade da empresa em Eugênio de Melo. “No local pretendemos desenvolver projetos de educação ambiental na área de construções sustentáveis, reutilização e reciclagem de materiais e controle de produção industrial”, explicou o diretor do Instituto Embraer de Educação e Pesquisa, Pedro Ferraz. Ele estima investimento de R$ 1,5 milhão nas obras de recuperação de uma antiga casa que pertencia a fazenda e que servirá de apoio às atividades do centro

Fonte: Valor Econômico

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