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Em Israel, mulheres dominam setor de biotecnologia

Todas as semanas, Daniella Nistenpover assiste a uma aula de neuropsicologia e a outra de processos biológicos, e é rodeada por uma multidão de mulheres.

O mesmo não acontece quando a jovem de 22 anos assiste ao curso de teoria dos circuitos elétricos no Instituto de Tecnologia Technion-Israel, frequentado predominantemente por homens. Ela diz que esta é a prova de que escolheu a carreira certa. “A gente percebe que, no campo das ciências da vida, a mulher pode deixar a sua marca”, diz Daniella, que se formará em engenharia biomédica em Haifa, e planeja trabalhar em pesquisa de bio-organismos.

Em Israel, as mulheres superam em número os homens em biologia e nas ciências correlatas nas universidades. Isto poderá representar uma vantagem para elas, porque o governo e os investidores privados estão injetando recursos cada vez maiores no setor de ciências da vida, um dos setores de maior crescimento do país, que atraiu os maiores investimentos no primeiro semestre do ano.

A contratação e a promoção de mulheres podem representar uma vantagem para as microempresas. “As mulheres que conseguem chegar ao topo em geral precisam provar sua capacidade e superar os obstáculos que estão acima e além do que se exige dos homens”, diz Hagit Messer-Yaron, presidente da Universidade Aberta em Ra’anana e chefe da equipe de cientistas do Ministério da Ciência de 2000 a 2003 . “Quando estas mulheres chegam ao cargo de administradoras, se superaram, e podem ajudar estas companhias a vencer”.

Israel foi apelidado de “nação das microempresas” num livro de 2009 com este título. O país tem cerca de 60 empresas na bolsa americana Nasdaq. O setor de alta tecnologia representa 47% das exportações de manufaturados.

Embora a maior parte dos funcionários deste setor sejam homens, as mulheres representam de 60 % a 70% da força de trabalho na área de biotecnologia, segundo o Nisha Group, uma empresa de recrutamento de pessoal perto de Tel-Aviv.

No entanto, os homens dominam os altos escalões da administração. As mulheres detêm cerca de 13% dos cargos de diretoras executivas em companhias no índice Biomed Tel-Aviv, e menos de 5% no índice de Tecnologia , segundo dados analisados pela Bloomberg.

Fonte: Estado de São Paulo com informações da Bloomberg

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