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Educação de base mudou o país, afirmam economistas

São sete horas da manhã em Seul. MK Kim, 12 anos, aluna do primeiro ano do ensino médio, se prepara para ir à escola pública onde estuda. Pouco depois, já na sala de aula, 30 crianças prestam atenção à professora resolvendo equações na lousa e ensinando inglês, apesar de saberem que ainda naquele dia terão aulas particulares avançadas daquelas matérias.

Às 15h30, o sinal toca. Depois que deixa o colégio, MK tem mais três aulas particulares, todos os dias. Às sete da noite, volta exausta para casa. No entanto, o dia ainda não acabou. Antes de cair no sono, precisa fazer a lição de casa, o que geralmente ela termina apenas às onze horas da noite. Quando acaba antes, aproveita para navegar na internet. Está viciada no Facebook, mas prometeu ao pai que não ficaria mais de uma hora por dia na web.

A rotina de MK exemplifica a importância que os coreanos dão ao ensino. Os economistas afirmam que a popularização do mercado acionário teve forte ligação com o avanço da educação de base – um dos principais empecilhos no caso brasileiro. “Um aluno de 13 anos da nossa rede pública não sabe o que é porcentagem. Como falar de bolsa de valores para ele? Não tem como”, diz Simão Davi Silber.

“A Coreia passou pelo que ficou conhecido mundialmente por febre educativa. Tudo é possível diante de um processo desses”, afirma Gilmar Masiero. No ranking de 2009 de matemática do estudo Pisa, da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), a Coreia do Sul perde apenas para China e Cingapura, com 546 pontos. O Brasil, por sua vez, aparece quase ao fim da lista, com 386 pontos, melhor apenas que alguns países como Indonésia e Panamá. “A educação faz diferença no mercado acionário, no nível de poupança do cidadão, de salário, faz diferença na vida”, diz Silber.

Fonte: Valor Econômico

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