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Economia deve ser sustentada no conhecimento, defende diretor do CNPq em seminário de editores científicos

Ao discutir a importância da ciência brasileira no contexto mundial, na manhã desta quarta-feira, 11, no campus Pampulha, o professor Paulo Sérgio Lacerda Beirão defendeu o uso dos royalties do petróleo em educação, ciência e tecnologia.

“Trata-se de um recurso finito, que não deve ser investido em despesas correntes, e sim em ações que modifiquem o perfil da nossa atividade produtiva, na direção da utilização da ciência e da tecnologia – com uma base importante de educação – para construir uma economia sustentada no conhecimento”, disse.

A conferência integrou a pauta de discussões do V Seminário Satélite para Editores Plenos, promovido pela Associação Brasileira de Editores Científicos (Abec). Coordenado pela professora Marisa Mancini, pró-reitora adjunta de Pesquisa, o evento complementou o XX Curso de Editoração Científica, e reuniu editores de publicações científicas de todo o país.

Publicações

Professor do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG e diretor de Ciências Agrárias, Biológicas e da Saúde do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Beirão afirmou que o Brasil vive importante momento histórico devido à “situação econômica razoavelmente confortável diante do cenário mundial, além do prestígio crescente junto à comunidade internacional, inclusive científica”.

No que se refere às publicações científicas, o país alcançou, segundo ele, “uma marca bastante expressiva no que se refere à contribuição da ciência ao conhecimento”, com crescente número de publicações indexadas. “Penso que devemos aproveitar esse momento para editar publicações com alto nível de qualidade”, defendeu.

Para atrair bons artigos, Beirão cita duas condições: agilidade e acesso aberto. “É preciso ter mecanismos rápidos de avaliação, de tal forma que um trabalho de qualidade aceito seja publicado rapidamente, somado à disponibilidade aberta. Com isso, a qualidade nas nossas publicações vai crescer ainda mais”, disse.

Fonte: UFMG

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