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É preciso escolher quem tem potencial para crescer

Investir na “prata da casa” pode ser mais barato e vantajoso do que captar um talento no mercado, mas a prática requer alguns cuidados. Para José Luis Lopez, da consultoria ActionCoach, deve-se garantir a formação profissional para o executivo que mostra comprometimento com a organização. “É possível perceber quem tem o perfil que dará retorno ao investimento”, diz.

Para Márcia Amorim, gerente geral de recursos humanos da Unimed Rio de Janeiro, com 1,6 mil colaboradores, a busca de currículos dentro da empresa garante rapidez e redução de custos no processo seletivo, além de fortalecer a imagem do setor de RH como um incentivador de carreiras. “É preciso avaliar o sucessor em potencial não apenas em relação aos conhecimentos técnicos, mas também em aspectos de liderança e de relacionamento”, afirma. A transparência na indicação também é necessária para não transmitir à equipe uma sensação de favoritismo, alerta Márcia.

A vantagem de o gestor antigo já estar familiarizado com os processos e a cultura da organização é considerada na hora da promoção, segundo Lygia Villar, diretora de RH da Brookfield Incorporações, com seis mil colaboradores. “A partir de uma nova oportunidade, o funcionário passa a enxergar a empresa de forma mais positiva. Assim, a busca por colocações na concorrência diminui”, diz. Mas Lygia também acredita que é preciso haver equilíbrio no processo de recrutamento, uma vez que profissionais do mercado podem trazer novas experiências, ideias e estimular a inovação. “Já os programas de formação devem estar a serviço das estratégias da organização, para que possam antecipar necessidades e preparar as equipes para um crescimento previsto.”

Segundo Andreza Santana, gerente de marketing da Monster Brasil, da área de recrutamento, as empresas que desejam manter seus melhores talentos precisam desenvolver políticas personalizadas, com cursos de extensão e reciclagem. “Ações de prolongamento de carreira devem ser aplicadas nas áreas mais importantes da organização”, afirma.

Renato Cerri, gerente geral de manufatura da Whirlpool, tem mais de 20 anos de empresa. Nesse período, formou-se em engenharia de produção, fez um MBA em gestão empresarial e diversos cursos internos. Hoje, comanda cerca de quatro mil colaboradores. Para garantir a atenção da empresa, Cerri misturou bom desempenho, busca por aprendizado e desenvolvimento de habilidades que seriam requeridas nas próximas missões. “Em paralelo, tive o suporte de mentores, além de treinamentos voltados para a liderança.”

Fonte: Valor Econômico

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