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Diretor do Ital aponta desafios para a política de inovação brasileira

O diretor do Ital e ex-presidente da Abipti, Luis Madi, será o coordenador da conferência “Necessidades e Potencialidades das Entidades de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (EPDIs) para a inovação”.

Este será o primeiro debate do Congresso Abipti 2012, em Brasília (DF), no San Marco Hotel. O evento, que chega a sua 7ª edição, reunirá, de 14 a 16 de agosto, os principais nomes da comunidade científica.

A ideia é estender o debate sobre a importância das EPDIs para o setor e discutir assuntos pertinentes ao rumo que estas devem percorrer na política de inovação brasileira. Este primeiro painel contará com a participação do diretor do Instituto Fraunhofer, Eckart Bierdümpel, que integra uma das mais importantes instituições de pesquisa da Europa.

Para Madi, o Congresso Abipti se diferencia dos eventos de outras associações e entidades, por ser o único que trata de forma integrada os dois blocos do setor de instituições de pesquisas privadas e de instituições de pesquisas governamentais. “Esses blocos tendem a ser parte do futuro potencial do Brasil em termos de inovação de produtos”, ressaltou.

Madi ressalta que o Brasil ainda precisa ampliar o incentivo à área de pesquisa e desenvolvimento junto às empresas. “O desafio está em trabalharmos juntos, unindo os institutos de pesquisa, desenvolvimento de inovação, as agências de fomento e a iniciativa privada em um mesmo objetivo”, reforçou.

Outro aspecto salientado pelo diretor do Ital é que a potencialidade do país está presente em diferentes segmentos, como o eletroeletrônico, a informática e o agronegócio. E ressalta “a necessidade de se criar nichos de produtos para que o Brasil seja mais competitivo no mercado nacional e internacional”.

Em relação ao Código Nacional de CT&I, que tramita atualmente no Congresso Nacional, Madi aponta que ele poderá se destacar como um marco regulatório da ciência, tecnologia e inovação no país. “Confio muito nisso, mas é importante lembrar que se não houver uma integração adequada do projeto podemos ter um código federal sem aplicação prática nos estados”.

Fonte: Agência Gestão CT&I

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