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Desinformação prejudica compreensão sobre o desenvolvimento científico, alerta ANBio

Para entidade de biossegurança, falta de questionamento sobre estudos tendenciosos menospreza literatura científica voltada à biotecnologia.

A Associação Nacional de Biossegurança (ANBio), principal entidade brasileira na área de biossegurança, alerta sobre a divulgação de estudos desenvolvidos sem metodologia científica adequada, sem representatividade estatística e elaborados de forma tendenciosa. Leila Oda, presidente da entidade, afirma que posições ideológicas podem influenciar de maneira bastante negativa a compreensão a respeito de informações científicas idôneas sobre alimentos transgênicos, vacinas e, até mesmo, medicamentos biológicos produzidos pela biotecnologia moderna.

“A falta de questionamento científico acerca de alguns estudos menospreza centenas de trabalhos científicos que ratificam claramente a segurança das aplicações de biotecnologia atualmente aprovadas no mundo. São estudos aprovados por entidades responsáveis por acompanhamento criterioso, possíveis questionamentos e liberações de pesquisas e lançamentos de tecnologias inovadoras que beneficiam a sociedade”, observa a pesquisadora, que foi presidente da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) – instância técnica ligada ao Governo Federal que, entre outras atribuições, estabelece critérios de biossegurançapara a aplicação de biotecnologia no Brasil.

A pesquisadora e doutora em microbiologia lamenta que algumas falácias se propaguem como verdades e prejudiquem a qualidade da informação que chega aos consumidores. A ANBio contesta a credibilidade técnica de questionável estudo francês, que põe em dúvida a segurança de uma das tecnologias de milho transgênico, que é  consumido por milhares de pessoas em todo mundo há cerca de 10 anos.

A entidade defende que as repercussões de estudos na mídia considerem estudos de contraposição, análise criteriosa da representatividade estatística, escolha dos objetos de estudo, análise dos financiadores dos estudos e interesses ideológicos envolvidos, como grupos contra o desenvolvimento científico e tecnológico, por exemplo. A entidade lembra que existem mais de 500 grupos de pesquisa independentes na Europa, financiados pela Comissão Europeia por mais de 25 anos, e nenhum encontrou evidência científica de que organismos geneticamente modificados apresentem mais ou menos riscos para humanos e meio ambiente do que os não modificados. Isto demonstra claramente um histórico seguro do uso dos transgênicos no mundo, referendados em relatórios da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

“O próprio Governo Federal estimula o avanço das pesquisas e aplicações da biotecnologia, mas no que diz respeito a espaços formadores de opinião, parece que voltamos no tempo”, completa a presidente da ANBio.

Sobre a ANBio

A Associação Nacional de Biossegurança (ANBio) foi criada em 1999 com o objetivo de difundir informações a respeito dos avanços da biotecnologia moderna e seus mecanismos de controle. No seu escopo de trabalho, estão a promoção do conhecimento relativo à biossegurança e de suas práticas, como disciplina científica, além da capacitação e orientação de profissionais que implementam a biossegurança em instituições de pesquisa e ensino da  área biomédica.

Fonte: Ascom – ANBio

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