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Demanda por técnico

Pesquisa do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) aponta um futuro próximo promissor para os trabalhadores com formação de nível técnico e profissionalizante. De acordo com o Mapa do Trabalho Industrial 2012, divulgado ontem (20), a indústria brasileira precisará de 7,2 milhões de profissionais com esse perfil, entre 2012 e 2015.

Desse total, 1,1 milhão é para preenchimento de vagas geradas no período. As demais referem-se a oportunidades já existentes, mas que exigirão aprimoramento, principalmente de conhecimento tecnológico.

O setor de alimentos e bebidas está entre os que mais devem demandar pessoas com qualificação específica. Pela projeção, serão necessários 174,6 mil técnicos bem preparados para suprir a expansão do segmento. As ocupações com maior número de ofertas devem ser as de cozinheiro industrial, padeiro e confeiteiro – todas exigem cursos de média qualificação, os chamados profissionalizantes, que têm duração entre 200 e 400 horas.

Segundo o diretor-geral do Senai, Rafael Lucchesi, a área tende a crescer bastante nos próximos anos. “Com a complexidade da vida urbana, cada vez mais pessoas comem fora de casa, por alimentação pronta ou semipronta. E essa mudança de hábitos chega também a novas regiões, como a Nordeste e a Centro-Oeste”, explica. Os setores de petróleo e gás, construção civil, mineração e automobilística também figuram entre os de maior expectativa de prosperidade, o que resulta também em contratações.

Anual, o Mapa do Trabalho Industrial serve de insumo para orientar a gestão de cursos do Senai. Com base nos cenários recentes e nos atuais da economia brasileira, aponta o comportamento dos setores produtivos e projeta o impacto disso sobre o mercado de trabalho. O estudo faz estimativas de demanda de mão de obra com formação técnica e profissionalizante para todas as unidades da Federação. O Sudeste ainda é a que mais gera oportunidades (4,13 milhões). Só São Paulo concentrará, entre 2012 e 2015, 35,4% de todas as vagas para técnicos da região.

No Distrito Federal, quem busca boas colocações pode investir em cursos técnicos de nível médio de eletrônica, operação e monitoramento de computadores, desenvolvimento de sistemas, telecomunicações, eletricidade ou eletrônica. Há também opções de qualificações mais curtas, para cozinheiros, padeiros, confeiteiros, mecânico de automóveis, tintureiros e montadores de estruturas de madeira, metal e compósitos em obras civis.

Poucas matrículas

Somente 6,6% dos brasileiros com idade entre 15 e 19 anos estão matriculados em cursos de educação profissional. É um percentual baixo se comparado, por exemplo, com o da Alemanha, que atinge 53% dos jovens nessa faixa etária. Ainda segundo o Mapa do Trabalho Industrial, a demanda por profissionais de nível técnico para os próximos três anos é 24% maior que a registrada para o período de 2008 para 2011, quando se registrou a necessidade de 5,8 milhões de profissionais. Nos próximos três anos, a indústria precisará empregar um total de 7,2 milhões de técnicos, sendo que 1,1 milhão vai ocupar novas vagas.

Fonte: Correio Braziliense

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