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Copa trará 105 novas oportunidades para MPEs brasileiras de TIC

A realização da Copa do Mundo em 2014 no Brasil deve resultar em 448 oportunidades de negócios para as micro e pequenas empresas brasileiras (MPEs) dos setores de tecnologia da informação e comunicações, construção civil, turismo e produção associada ao turismo. De acordo com estudo feito pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), apenas para o setor de TIC foram detectadas 105 novas oportunidades trazidas pelo campeonato mundial.

Segundo o levantamento, as demandas para a área de TIC correspondem tanto à iniciativa pública para instalação de infraestrutura de telecomunicações quanto a obras de estruturação de estádios e de centros de mídia para o setor privado. Os segmentos mais beneficiados, segundo o Sebrae, serão os de software e serviços, assistência técnica e suporte.

Em relação ao software, o estudo aponta que, além das atividades ligadas diretamente à Copa, as MPEs podem se beneficiar das solicitações feitas por hotéis, restaurantes, estabelecimentos turísticos e de saúde. As áreas relacionadas a suporte técnico, apesar de representarem grandes oportunidades, também exigem que as companhias invistam em seu aprimoramento técnico e no crescimento de suas operações.

Segundo Vinicius Lages, gerente das unidades de atendimento coletivo e serviços do Sebrae, o estudo não pretendeu identificar o ganho financeiro das MPEs com a realização da Copa no Brasil. No entanto, ele aponta que na última Copa, a da África do Sul, os investimentos em TI e telecomunicações corresponderam a quase 15% do valor total dos estádios. Para 2014, segundo Lages, a tendência é que a proporção aumente, com a construção de arenas mais modernas.

O executivo ainda diz que o movimento econômico esperado com o mundial de futebol é que as empresas de pequeno porte – que faturam até R$ 2,4 milhões por ano – saltem de categoria. Isso se dará tanto por meio do crescimento das empresas, com o aumento exponencial da demanda, quanto por fusões e aquisições.

A área de TICs, segundo Lages, é uma das mais propensas a ver esse tipo de consolidação, visto que ainda é composta por muitas operações pequenas, com atuações pontuais e geograficamente restritas. A absorção dessas microempresas fortalecerá o porte financeiro das empresas brasileiras do setor, diz ele.

O principal objetivo do Sebrae, com a Copa, é aumentar a participação das MPEs no PIB brasileiro. Hoje, segundo a instituição, as empresas da categoria são 99% das companhias do país, mas que respondem por apenas 20% do PIB.

Fonte: TI Inside

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