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Conteúdo local definirá incentivos a notebooks

O governo vai estender aos computadores portáteis (notebooks e laptops), e, depois, a televisores e celulares, as exigências de maior conteúdo local impostas para fabricação de tablets com incentivos fiscais no país, disse o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, depois da primeira reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI) do governo Dilma Rousseff.

“Queremos mais conteúdo nacional na produção, porque é isso que trará a indústria de componentes, que é a pesada do setor de tecnologia de informação”,argumentou Mercadante. “A indústria de displays sensíveis ao toque, que a Foxconn trará ao Brasil, equivale a três vezes uma montadora automobilística.” O Brasil, argumentou, tem de aproveitar o tamanho de seu mercado, que é o terceiro maior do mundo em venda de computadores e o quinto em celulares e em televisores.

Mercadante expôs aos empresários e ministros do CNDI os planos do ministério para incentivar a produção de inovação e tecnologia no país, em setores como o de petróleo, automotivo, eletroeletrônicos, biotecnologia e saúde. “Estamos lançando um grande programa do BNDES e Finep, inclusive química verde, e preparando o Brasil para fazer uma grande apresentação de tecnologia verde na Rio+20”, anunciou.

Na saúde, o governo quer aproveitar o poder de compra do Sistema Unificado de Saúde (SUS) para impulsionar laboratórios no país. “Estamos montando umaestrutura para Brasil avançar em termos de inovação”, disse o ministro. “A Finep tem hoje R$ 6,5 bilhões de projetos em carteira na área de inovação”, disse. “Apresidente Dilma aumentou em R$ 4 bilhões o crédito da Finep neste ano e a demanda está cada vez maior”, acrescentou Mercadante, para quem a procura pelos recursos da financiadora de projetos na área de ciência e tecnologia mostra que o setor privado têm correspondido às expectativas do governo.

Fonte: Valor Econômico

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