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Compra desta startup irritou muitos e reviveu passado obscuro da Microsoft

Só faltou Satya Nadella, presidente da Microsoft, implorar para darem uma chance para a gigante da tecnologia. Era uma conferência com analistas, mas ele tinha um alvo claro: os programadores, especialmente os do Vale do Silício, que estão indignados com a aquisição da startup GitHub. Foram os (nada módicos) 7,5 bilhões de dólares, ou 28,5 bilhões de reais na cotação atual.

Essa é a maior transação da Microsoft desde 2016, quando a gigante adquiriu a rede social de carreiras LinkedIn. Apenas em 2018, a gigante adquiriu cinco startups. Mais uma vez, o movimento de compra é estratégico: a GitHub é uma plataforma para a Microsoft adquirir mais desenvolvedores e, com isso, avançar no mercado de computação em nuvem. Porém, fãs da startup suspeitam que ela perca sua essência com a associação.

Entenda a polêmica

O GitHub é uma espécie de santuário para seus 28 milhões de desenvolvedores de softwares livres. A plataforma é como uma Wikipédia da programação, com 85 milhões de repositórios de códigos. Os usuários podem não só hospedar suas linhas programadas na nuvem, mas sugerir alterações em outros códigos e tirar lições valiosas do estudo do trabalho alheio.

Após o fechamento do negócio, o GitHub passará a fazer parte da unidade Intelligent Cloud da Microsoft. Nat Friedman, da Microsoft, assumirá o cargo de diretor presidente da GitHub, sediada em San Francisco (região que abriga o Vale do Silício). O atual presidente-executivo da GitHub, Chris Wanstrath, tornará-se um membro técnico da Microsoft.

O problema é que nem sempre a Microsoft defendeu toda essa liberdade nos códigos, movimento conhecido como open source. É a velha disputa filosófica entre os defensores da inovação exclusiva e da inovação aberta, que opõe desde companhias como Apple e Samsung até executivos como Warren Buffett e Elon Musk.

Fonte: Exame

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