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Como criar 280 mil profissionais de TI até 2020?

O mercado de trabalho de TI no Brasil e as oportunidades e tendências na educação corporativa e superior estão na pauta do Rio Info 2012 e são temas do painel “Educação”, que acontecerá dia 5 de setembro, das 14h às 18 horas. Além de abordar um cenário favorável aos profissionais de TI, o encontro mostrará os recursos que a Tecnologia da Informação e Comunicação podem proporcionar como elemento renovador no processo de ensino-aprendizagem.

Uma das palestras abordará o “Perfil do Mercado de Trabalho de TI no Brasil”. Ela será moderada por John Forman, diretor de capacitação e inovação da Softex e vice-presidente do TI Rio. Nela, a gerente do observatório Softex, Virginia Duarte, apresentará dados do estudo da entidade sobre o mercado de software e serviços, entre eles que, mantidas as condições atuais, haverá uma forte escassez de mão de obra no setor de software e serviços. O déficit é estimado em 280 mil profissionais em 2020.

E o tema mobiliza o setor. A escassez de profissionais com conhecimento na área de ciência e tecnologia é apontada como o “calcanhar de aquiles” do desenvolvimento do Brasil, na avaliação de especialistas ouvidos durante o 1º Congresso Internacional do Centro Celso Furtado, realizado no Rio de Janeiro.

Para a professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Tânia Bacelar, a falta de profissionais qualificados no mercado desafia a transição do Brasil para a sociedade do conhecimento. Principalmente, porque a migração implica mudanças no atual modelo industrial e de educação. “Essa mudança desafia, sobretudo, a fragilidade e a insuficiência do sistema de educação, ciência tecnologia”.

Convidado para o evento, o economista e professor da Universidade Jawaharlal Nehru, de Nova Deli, na Índia, Deepak Nayyar, destacou que a grande diferença entre o desenvolvimento das nações asiáticas e as da América Latina é o investimento em tecnologia. Para o indiano, porém, além de investir nessa área, o Brasil precisa enfrentar a desigualdades de renda e a pobreza.

Diante da crise econômica, a população (o mercado interno), na avaliação de Nayyar, é o grande ativo dos países em desenvolvimento. “Se estes alcançarem um o estado de bem-estar social, o céu é o limite. Do contrário, o mundo será mais do mesmo”. Mais informações sobre a programação do Rio Info 2012, acesse: www.rioinfo.com.br

Fonte: Convergência Digital

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