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Começa hoje a Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica no Brasil

É a primeira vez que o País sedia o evento, que terá a abertura no Planetário do Rio de Janeiro, e ocorrerá na cidade fluminense de Vassouras durante a semana.

Jovens de 32 países estarão reunidos a partir de hoje (6) para participar da Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA, na sigla em inglês), evento sediado pela primeira vez no País. As cidades anfitriãs serão Rio de Janeiro, onde ocorreu a abertura esta manhã no Planetário da Gávea, e Vassouras, no interior do estado do Rio, que concentrará as provas de 7 a 12 de agosto. O encerramento será na capital fluminense, dia 13 de agosto, no Museu de Astronomia (Mast).

Os participantes da 6ª IOAA, 160 estudantes do ensino médio de 14 a 18 anos de 32 países, vão competir em três modalidades: teórica, na qual resolvem problemas relacionados à Astronomia e Astrofísica; observacional, em que vão demonstrar seus conhecimentos sobre o céu; e prática; na qual deverão interpretar e utilizar dados como astrônomos profissionais.

Além da disputa pelo lugar mais alto do pódio, a Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica também tem como objetivo promover a integração entre a cultura dos diferentes povos representados. Emirados Árabes, Irã, China, Polônia, Lituânia, Bangladesh, Bolívia, Chile, Grécia e Portugal são alguns dos países que enviaram representantes.

Índios

A abertura contou com a presença do presidente da IOAA, Chatief Kunjaya, e com os índios da tribo Desana, com uma apresentação especial para o público presente. Isso porque o tema da Olimpíada no Brasil é Astronomia Indígena. Além do desfile oficial das delegações dos países participantes, foi exibido na Cúpula Carl Sagan o filme ‘Céu Indígena’, que conta como os povos que habitavam o Brasil antes da colonização observavam e identificavam as constelações.

O astrônomo do Museu da Amazônia, Germano Bruno Afonso, foi designado coordenador cultural da Olimpíada e foi o responsável pela ida dos 10 índios Desana ao Rio. Ele lembra que a abertura marca um momento histórico, “a primeira vez que o céu dos índios será apresentado para mais de 30 países”. Germano estuda as constelações identificadas pelos índios e mais de vinte delas estavam na pauta da apresentação.

Mobilização em Vassouras

A cidade de Vassouras terá diversas atividades gratuitas durante o evento, com a ideia de integrar a população com a Olimpíada. Numa delas, o astronauta Marcos Pontes vai realizar, amanhã, às 18h, uma palestra na cidade. Haverá ainda Mostra de Filmes Científicos, Planetário Inflável, Exposição de Meteoritos, Apresentação de Orquestra Sinfônica Jovem, entre outras atrações gratuitas.

Este ano, a equipe que irá defender o Brasil é formada por dez estudantes selecionados a partir da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), disputada anualmente no País desde 1998. São sete representantes de São Paulo, um de Minas Gerais, um do Ceará e um do Piauí. “Temos sempre em mente que estamos em uma competição, mas a oportunidade de conviver com pessoas de tantos lugares diferentes é uma experiência única. Conhecer culturas diversas é o primeiro passo para respeitarmos as diferenças”, diz Julio Campagnolo, primeiro estudante brasileiro a participar da Olimpíada Internacional de Astronomia, na Tailândia, em 2007. Na ocasião, ele conquistou a medalha de bronze.

A IOAA é a primeira competição científica de alcance mundial realizada no Brasil. Confira a programação da Semana de Astronomia de Vassourashttp://www.mast.br/semana_de_astronomia_em_vassouras.pdf.

Fonte: Clarissa Vasconcellos com informações do Mast e Planetário do Rio

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